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Presidente do Irã estabelece três condições para encerrar guerra com EUA e Israel

Masoud Pezeshkian afirmou também ter conversado com os líderes da Rússia e do Paquistão para reafirmar compromisso do Irã com a paz

Masoud Pezeshkian faz três exigências para fim da guerra com EUA | Fotos: Reuters//Reprodução/Fatemeh Bahrami/Anadolu/Getty Images
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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, apresentou três exigências para o fim da guerra contra Estados Unidos e Israel. Segundo ele, o conflito só pode ser encerrado com o reconhecimento dos direitos legítimos do Irã, o pagamento de reparações pelos ataques sofridos e garantias internacionais de que novas agressões não ocorrerão.

Foi a primeira vez que o presidente iraniano expôs publicamente as condições para uma possível negociação que leve ao término da guerra.

A única maneira de acabar com esta guerra, iniciada pelo regime sionista e pelos Estados Unidos, é reconhecer os direitos legítimos do Irã, pagar reparações e obter firmes garantias internacionais contra futuras agressões.

Presidente do Irã, cumprimenta Vladimir Putin, presidente da Rússia - Foto: Alexander Shcherbak/AFP

Contatos diplomáticos

Enquanto o Irã mantém ataques de retaliação contra alvos econômicos e militares no Oriente Médio, Pezeshkian afirmou que conversou com líderes da Rússia e do Paquistão para reforçar o que chamou de compromisso do país com a paz.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, também realizou uma breve visita à Arábia Saudita nesta quinta-feira (12), segundo informou o gabinete do líder paquistanês.

ATUAL SITUAÇÃO DO CONFLITO

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã desde 28 de fevereiro, quando um ataque conjunto dos dois países matou o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã.

Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também morreram na ofensiva. Além disso, autoridades americanas afirmam ter destruído dezenas de navios iranianos, além de sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.

Em resposta, o governo iraniano realizou ataques contra diversos países do Oriente Médio, entre eles Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. Segundo autoridades iranianas, os ataques têm como alvo apenas interesses ligados aos Estados Unidos e a Israel presentes nesses territórios.

De acordo com a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos Estados Unidos, mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra. Já a Casa Branca confirmou ao menos sete mortes de soldados americanos diretamente relacionadas aos ataques iranianos.

Prédio atingido por ataque israelense no subúrbio de Beirute, no Líbano Foto: Stringer/REUTERS

CONFLITOS COM HEZBOLLAH E NOVO LÍDER DO IRÃ

O conflito também se estendeu ao Líbano após ataques do Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, contra Israel em retaliação à morte de Ali Khamenei. Desde então, Israel tem realizado ofensivas aéreas no território libanês, afirmando atingir posições do Hezbollah. Centenas de pessoas já morreram no país.

Após a morte de parte da liderança iraniana, um conselho do país escolheu Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a decisão e classificou a escolha como um “grande erro”. Segundo ele, o processo deveria contar com sua participação e Mojtaba seria inaceitável para liderar o Irã.

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