Natural de Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Reiner conta que a mãe descobriu durante a gravidez que ele nasceria sem os braços.
Desde os primeiros meses de vida, ele passou por terapias e acompanhamentos voltados ao desenvolvimento de habilidades e à busca por maneiras próprias de realizar as atividades do cotidiano. Ao longo da infância, foi atendido por instituições como a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) e APAEs de diferentes cidades.
Também fez terapia ocupacional, equoterapia e hidroterapia.
“A terapia é muito baseada na questão de te dar a forma para você encontrar a maneira de fazer as coisas”, explicou.
Dentro de casa, a mãe estimulava a independência. Reiner aprendeu a escrever, comer, escovar os dentes e se vestir usando principalmente os pés. Em algumas situações, também utiliza a boca, o queixo e o tronco.
“Hoje, para mim, meus pés são como as mãos”, afirmou.
A família também buscou garantir que ele tivesse convivência com outras crianças, participasse das atividades escolares e desenvolvesse diferentes aspectos da vida cotidiana.