Durante a infância, Reiner também precisou lidar com situações de preconceito e com a reação de pessoas que não estavam acostumadas a conviver com alguém com deficiência.
Ele conta que já foi chamado de “sem braço” por outras crianças. Em uma dessas situações, enquanto voltava da escola com a mãe, um menino perguntou, da janela de um ônibus, se ele era “sem braço”.
A orientação da mãe foi para que Reiner respondesse e tentasse conversar com o garoto.
“Eu falei assim: ‘Olha, tudo bem, eu sou sem braço, sim, mas meu nome é Reiner. E o seu? Você quer ser meu amigo?’”
Segundo o jovem, experiências como essa contribuíram para que aprendesse a lidar com olhares, perguntas e atitudes de pessoas que não tinham contato com alguém com deficiência.
Reiner afirma que ainda enfrenta situações de capacitismo, principalmente quando outras pessoas duvidam de sua capacidade de realizar determinadas atividades.
“Eu provo para mim mesmo que eu consigo e, depois, eu vou e provo para as outras pessoas”, contou.
Ele também reconhece que há momentos em que gostaria de ter os braços. “Tem hora que eu xingo, reclamo, porque eu queria ter os braços. Queria viver como uma pessoa comum com os braços também.”