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Saiba quais são os 10 aplicativos que mais drenam bateria mesmo quando fechados

Atividade contínua em segundo plano e uso de outros recursos para funcionar fazem com que apps sejam vilões do celular

Veja dicas para economizar bateria no celular | Foto: Reprodução/Freepik
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Mesmo com o celular no bolso ou com a tela apagada, diversos aplicativos continuam funcionando silenciosamente em segundo plano — e esse comportamento ajuda a explicar por que a bateria parece durar cada vez menos.

O problema não está apenas no tempo de uso do aparelho, mas na forma como alguns apps consomem recursos do sistema. Entre os principais vilões estão o uso constante de localização, rede móvel, Wi-Fi, sincronização automática de dados e o envio frequente de notificações.

Aplicativos de redes sociais, serviços de mapas, transporte por aplicativo e streaming estão entre os que mais drenam energia sem que o usuário perceba. Mesmo quando não estão abertos, esses serviços continuam atualizando informações, rastreando localização ou mantendo conexões ativas com a internet.

Especialistas recomendam que os usuários verifiquem, nas configurações do celular, quais apps mais consomem bateria em segundo plano e ajustem permissões, como acesso à localização e atualização automática, para prolongar a autonomia do aparelho.

1. Por que eles drenam bateria mesmo “fechados”?

Fechar um aplicativo não significa, necessariamente, que ele deixou de funcionar. Muitos apps continuam ativos em segundo plano para atualizar conteúdos, sincronizar dados ou manter serviços prontos para uso imediato. Esse tipo de atividade ocorre sem que o usuário perceba e é comum em redes sociais, serviços de mensagens e aplicativos de notícias.

Outro fator que impacta diretamente o consumo de bateria é o uso constante da localização. Aplicativos com permissão para acessar o GPS em tempo integral podem consultar a posição do usuário várias vezes ao dia, mesmo sem navegação ativa. Esse processo consome muita energia, especialmente quando combinado com o uso de rede móvel.

As notificações também contribuem para o gasto excessivo. Cada alerta recebido faz o sistema sair do modo de economia de energia, ativar processos internos e, muitas vezes, acender a tela. Quando há excesso de notificações — comum em apps de redes sociais, e-commerce e delivery — o impacto na bateria se torna significativo. O uso contínuo de Wi-Fi ou dados móveis completa o conjunto de fatores que explica por que alguns aplicativos consomem tanta bateria mesmo quando parecem estar “parados”.

2. Os 10 apps que mais drenam bateria

Instagram

O Instagram está entre os aplicativos que mais consomem bateria por reunir diversos processos pesados simultaneamente. A sincronização constante mantém o feed sempre atualizado, enquanto o pré-carregamento de vídeos exige uso intenso de rede e processamento do aparelho.

Esse consumo tende a aumentar ainda mais quando notificações frequentes e o acesso à localização estão ativados, já que o aplicativo permanece ativo em segundo plano mesmo sem interação direta do usuário.

Facebook

Conhecido pelo alto consumo em segundo plano, o aplicativo da Meta costuma executar serviços “invisíveis” que atualizam o feed e coletam dados mesmo quando não está aberto. Esse comportamento mantém processos ativos no sistema e contribui para um gasto contínuo de bateria ao longo do dia, especialmente em aparelhos com menor — ou inexistente — otimização de gerenciamento de energia. 

TikTok  

O aplicativo da ByteDance consome muita bateria por operar quase exclusivamente com reprodução contínua de vídeos. Além do gasto elevado durante o uso, o app mantém atividades em segundo plano para alimentar o sistema de recomendações, o que envolve cache pesado e processamento constante. Esse comportamento, além de reduzir a autonomia da bateria, também pode contribuir para o aquecimento do aparelho. 

Google Maps

Aplicativos de navegação estão entre os maiores vilões do consumo de bateria, e o Google Maps é um dos principais exemplos. O uso constante do GPS exige muita energia, especialmente quando a permissão de localização está configurada como “sempre permitir”. Nessa condição, o aplicativo pode acessar a posição do usuário mesmo sem uma navegação ativa. 

Uber/99  

Aplicativos de transporte, como Uber e 99, monitoram a localização de forma recorrente para verificar disponibilidade de motoristas, status de corridas e até promoções. Esse acompanhamento constante, aliado a atualizações frequentes em segundo plano, eleva significativamente o consumo de bateria. Por isso, o ideal é limitar o acesso à localização apenas ao período em que o app estiver em uso. 

WhatsApp

Embora pareça um mensageiro inofensivo, o WhatsApp pode drenar — e muito — a bateria do celular. Para funcionar corretamente, o aplicativo mantém sincronização contínua, utiliza criptografia de ponta a ponta, realiza backups automáticos e lida com um grande volume de notificações. Com todos esses processos ativos, o sistema tem dificuldade para entrar em repouso por longos períodos, o que resulta em um consumo elevado de energia. 

Gmail  

O Gmail utiliza o sistema de push em tempo real, o que faz com que o aplicativo esteja constantemente atento à chegada de novas mensagens. Quando várias contas estão conectadas ao mesmo app, a frequência de sincronização aumenta, elevando o consumo de bateria — mesmo quando o usuário não abre o aplicativo com regularidade. 

YouTube

Além do alto consumo durante a reprodução de vídeos, o YouTube também pode gastar bateria em segundo plano por causa de atualizações, downloads automáticos e notificações frequentes. O pré-carregamento de conteúdo mantém processos ativos no sistema, sobretudo quando o aplicativo é utilizado com frequência ao longo do dia. 

Spotify  

O Spotify combina streaming contínuo com o uso de cache local, o que demanda conexão de rede e processamento constantes. Em determinadas situações, o aplicativo pode manter processos ativos mesmo com a reprodução pausada. Além disso, configurações inadequadas do modo offline e downloads automáticos de músicas podem aumentar significativamente o consumo de bateria. 

Apps de compras e delivery 

Aplicativos como Shopee, AliExpress, iFood e Amazon costumam abusar de notificações e atualizações constantes de ofertas, pedidos e promoções. Esse comportamento mantém o celular em atividade frequente, com acessos recorrentes à internet e ao sistema de notificações, impactando diretamente a autonomia da bateria.

3. O que fazer para economizar bateria?

Mesmo sendo indispensáveis, muitos aplicativos podem ter seu impacto na bateria reduzido com ajustes simples. Limitar a localização para “somente durante o uso”, controlar a sincronização automática e desativar notificações desnecessárias já fazem diferença. Monitorar o consumo de energia nas configurações do celular, manter o sistema atualizado e usar os modos de economia de bateria também ajudam a equilibrar desempenho e autonomia.

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