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Acusado de gravar e vender vídeos de relações sexuais no Telegram é indiciado

O suspeito foi alvo da Operação “Lente Oculta”, deflagrada no dia 29 de maio deste ano.

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  • José Cleuton da Silva foi indiciado pela Polícia Civil por crimes de exploração sexual e comercialização de vídeos ilegais.
  • O suspeito foi alvo da Operação "Lente Oculta", deflagrada em 29 de maio, com mandados de busca e prisão em Teresina.
  • Ele gravava, armazenava e vendia vídeos de mulheres, incluindo menores, por meio de perfis no Telegram.
  • As primeiras vítimas procuraram a polícia em 21 de maio, e outras compareceram após a repercussão do caso.
  • O investigado usava uma pasta com capa de celular para gravações escondidas e vendia material por R$ 75.
José Cleuton da Silva | Foto: Reprodução
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José Cleuton da Silva, suspeito de gravar, armazenar e comercializar vídeos de relações sexuais com mulheres sem o consentimento delas, foi indiciado pela Polícia Civil. Ao MeioNews, o delegado Humberto Marcola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), confirmou a informação.

Segundo o delegado, José foi indiciado na útima terça-feira (30) pelos seguintes crimes:

  • Artigo 218-B: Favorecimento da Prostituição ou de Outra Forma de Exploração Sexual de Criança ou Adolescente ou de Vulnerável
  • Artigo 241-A (caput): Transmissão, Publicação ou Divulgação de Material de Exploração Sexual Infantil
  • Artigo 218-C: Divulgação de Cena de Estupro ou de Estupro de Vulnerável, de Pornografia ou de Sexo

ALVO DE OPERAÇÃO

O suspeito foi alvo da Operação "Lente Oculta", deflagrada no dia 29 de maio deste ano. Contra ele, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva em Teresina. O caso envolve os crimes de exposição da intimidade sexual e comercialização ilegal de vídeos íntimos, inclusive de menores de idade.

Segundo a investigação, os registros foram feitos há mais de 10 anos. O suspeito gravava, armazenava e comercializava os vídeos, além de divulgar fotos atuais das vítimas retiradas de redes sociais. O material era vendido por meio de perfis e automatizações ("bots") no aplicativo Telegram, mediante o pagamento de R$ 75.

COMO ELE COMETIA O CRIME

Conforme o delegado Humberto Marcola, o investigado utilizava uma pasta com uma capa de celular colada e um furo para a câmera, permitindo gravações escondidas. Veja:

VÍTIMAS

As primeiras vítimas procuraram a polícia no dia 21 de maio. Após a repercussão do caso, outras pessoas também compareceram à delegacia e prestaram depoimento.

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