Entre as décadas de 1940 e 1950, Teresina começou a ultrapassar os limites da área central, avançando em direção ao Rio Poti e ao Aeroporto Petrônio Portela. Novos bairros surgiram e áreas já ocupadas passaram por melhorias, ampliando a autonomia em relação ao Centro.
A expansão para a zona Leste, além do Rio Poti, ganhou força após a construção de uma ponte de concreto, em 1957. A estrutura também facilitou a ligação da capital com outras cidades do Piauí e com municípios do Ceará.
O crescimento populacional se intensificou nas décadas seguintes. Entre 1960 e 1970, a população urbana cresceu 54,52%, enquanto entre 1970 e 1980 o aumento chegou a 71,34%.
A partir da década de 1980, a construção de edifícios residenciais se intensificou, principalmente nas regiões Centro-Norte e Leste. O processo se consolidou nos anos 1990, com investimentos em infraestrutura e serviços que valorizaram bairros como Cabral, Ilhotas, Jóquei e Fátima, além da Avenida Frei Serafim.
Nos anos 2000, a zona Leste manteve a liderança na atração de empreendimentos verticais, acompanhando o crescimento do setor imobiliário e a expansão da infraestrutura urbana.
Na década de 1990, Teresina também registrou aumento populacional, expansão de vilas e bairros e consolidação do processo de urbanização. O comércio ganhou importância na economia da capital, enquanto novas normas municipais passaram a regulamentar o uso e a ocupação do solo urbano.
Capital do Piauí desde 1852, após a transferência de Oeiras, Teresina se diferencia das demais capitais nordestinas por ser a única localizada fora da faixa litorânea.