A Justiça do Piauí manteve a decisão que leva a júri popular Josep Machado da Ponte Neto Júnior, acusado de matar o músico Carlos Henrique de Araújo Rocha, de 24 anos. O caso aconteceu no dia 30 de maio de 2024, quando o réu fugia da Polícia Militar em um carro e atingiu violentamente o veículo onde a vítima estava.
Josep é réu por homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado. A defesa pediu que ele não fosse levado a júri popular, mas a Justiça rejeitou o recurso por entender que há indícios suficientes de autoria e materialidade dos crimes.
Segundo o processo, Josep dirigia sem carteira de habilitação, fugia de uma abordagem da Polícia Militar, trafegava em alta velocidade e avançou o sinal vermelho antes de atingir o carro onde estavam o músico e o motorista de aplicativo Francisco Valderis, o qual ficou ferido.
RELEMBRE O CASO
Era madrugada do dia 30 de maio de 2024. Carlos Henrique retornava de um evento em um carro por aplicativo, quando o veículo foi atingido por outro onde estava Josep, no cruzamento das avenidas Presidente Kennedy e Dom Severino, na zona Leste de Teresina.
Veja!
Segundo o Ministério Público, Josep Machado fugia de uma abordagem policial quando avançou o sinal vermelho e atingiu o carro por aplicativo. Carlos morreu em decorrência da colisão, enquanto o motorista sobreviveu.
Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento da violenta colisão e mostram o instante em que Carlos Henrique é arremessado para fora do veículo, sendo lançado para o outro lado da via.
Logo após o acidente, uma viatura da Polícia Militar, que perseguia o carro conduzido por Josep, parou alguns metros à frente. Em seguida, houve troca de tiros entre os policiais e os ocupantes do veículo.
No dia 1º de julho, Josep Machado (que havia fugido) e sua companheira Bárbara Beatriz foram presos em Tianguá.
Inicialmente, havia a suspeita de que o músico pudesse ter sido atingido por um disparo de arma de fogo. Por isso, o corpo foi exumado em outubro de 2025 para novos exames. A perícia do Instituto Médico Legal (IML), no entanto, descartou essa hipótese e concluiu que Carlos Henrique morreu em decorrência de politraumatismo causado pelo forte impacto da colisão.
A reprodução simulada dos fatos e o inquérito policial também concluíram que os disparos efetuados pela Polícia Militar não tiveram relação com a morte do jovem.