- Justiça do Piauí manteve prisão de José Alves da Costa Filho, acusado de espancar esposa.
- Crime ocorreu no último domingo (3) em Teresina e foi registrado por câmeras de monitoramento.
- Vítima, Brígida Bianca, relatou que marido a agrediu após retornar para casa com amigos e bebidas alcoólicas.
- Brígida relatou que o comportamento agressivo do marido foi presenciado pelos filhos e funcionários da imobiliária.
A Justiça do Piauí manteve a prisão do mecânico José Alves da Costa Filho, acusado de espancar a própria esposa com socos no bairro Dirceu, na zona Sudeste de Teresina. O crime aconteceu no último domingo (3) e foi registrado por câmeras de monitoramento. Em entrevista à Rede Meio Norte, a vítima relata o que aconteceu. Assista acima.
O CRIME
Segundo a vítima, Brígida Bianca, o marido passou dois dias fora de casa e, no sábado, retornou. Com receio de que algo acontecesse, ela se escondeu no quintal. Já no domingo (3), eles acordaram, tomaram café, deixaram os filhos na casa da mãe de José e seguiram para o estabelecimento onde Brígida estava montando sua imobiliária, a fim de limpar o local e prepará-lo para a inauguração. Lá, com amigos, compraram bebidas alcoólicas.
Horas depois, segundo ela, José pediu a chave do carro, afirmando que iria sair para resolver um assunto. Ao perguntar o que ele faria, o suspeito pegou a chave do balcão e desferiu o primeiro soco na boca de Brígida.
Eu levanto do banco e saio. Na hora que eu chego perto dele novamente, ele já dá um soco no meu olho, já é o segundo soco. O André começa a discutir e a tentar acalmá-lo, a irmã dele também. Quando eu chego perto de novo, para pedir que ele pare, ele já dá outro, que é no meu nariz, momento em que eu caio e bato a cabeça no chão, disse.
Assista à entrevista!
Brígida relatou que funcionários chegaram a presenciar o homem proferindo xingamentos e a tratando mal. A irmã da vítima foi quem acionou a Polícia Militar.
Ela também relatou que o comportamento agressivo foi presenciado pelos filhos, que pediam para o pai não agredi-la. Segundo Brígida, ele ainda proferia ameaças caso ela o denunciasse.
Muito dependente emocional dele. Ele sabia como me manipular, como me calar. Eu não conseguia trabalhar, eu não conseguia viver. Tinha dias em que eu nem me levantava, vivia sob medicação controlada. Os laudos do psicólogo eram cada vez piores. A escola reclamava que as crianças chegavam chorando porque tinham presenciado surra, brigas e quebradeira dentro de casa, finalizou a vítima.