A Justiça do Piauí marcou para o dia 17 de julho de 2026, a audiência de instrução e julgamento de Vitor Gomes de Carvalho, acusado de assassinar o próprio pai na Santa Bárbara, zona Leste de Teresina. O crime ocorreu em 26 de janeiro. A vítima se trata de Sebastião da Cruz de Oliveira.
A audiência está agendada para as 12h, quando serão ouvidas as testemunhas arroladas pelo Ministério Público e pelas defesas, além do interrogatório do acusado.
A Justiça reforçou que a prisão preventiva foi decretada com base em elementos concretos, como depoimentos e a própria confissão do acusado, que detalhou a dinâmica do crime. Diante desses indícios consistentes, o juiz considerou o acusado perigoso e manteve a prisão para garantir a ordem pública.
O CRIME
Sebastião da Cruz de Oliveira foi assassinado a facadas na tarde do dia 26 de janeiro, e teve o rosto desfigurado com uma pedra dentro de sua residência, na Santa Bárbara, zona Leste de Teresina. Segundo as investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a vítima e o filho tiveram uma briga após o pai negar dinheiro para comprar entorpecentes.
Após o crime, o jovem fugiu em uma motocicleta. Ele foi preso no dia 29, após se entregar em um posto da Polícia Rodoviária Federal.
Durante depoimento, Vitor confessou o crime e disse ter desferido o primeiro golpe. Após Sebastião cair no chão, o suspeito continuou golpeando o tórax e o rosto.
Ele confessa que furar os olhos foi intencionalmente. E após a faca quebrar, nesse momento que a faca quebra, que ele para de golpear com a faca, nesse momento, ele pega uma pedra pesada que estava na cozinha e joga essa pedra contra a cabeça do pai. Em seguida, ele ver a cabeça esmagada do pai e começa a vomitar. Em seguida, ele alega que vai ao banheiro, toma banho, pega a moto do pai e foge, afirmou o delegado Danúbio Dias, do DHPP.
Veja!
Victor é usuário de drogas, e ambos residiam na mesma residência. O delegado Francisco Costa, o 'Baretta', coordenador do DHPP, destacou que vizinhos relataram que as discussões eram constantes. Além disso, a autoridade relatou que o suspeito já chegou a tentar incendiar a residência da própria mãe, ocasião em que ele passou a morar com o pai.
A gente tem bastantes elementos. Inclusive, testemunhas relataram que eram constantes as discussões dele solicitando dinheiro para comprar droga. A discussão por causa do uso, ele ficava alterado, falando coisas indevidas. Então a gente não acredita nessa situação de legítima defesa que ele alega, disse o delegado Divanilson Sena.