- A Justiça do Piauí determinou a soltura de José Alves da Costa Filho, preso desde 3 de maio.
- O mecânico foi acusado de espancar sua esposa em um estabelecimento comercial na zona Sudeste de Teresina.
- A decisão considerou que medidas cautelares menos gravosas seriam suficientes para garantir o andamento do processo.
- O crime ocorreu no dia 3 de maio e foi registrado por câmeras de monitoramento, com testemunhas presentes.
A Justiça do Piauí determinou a soltura do mecânico José Alves da Costa Filho, preso desde o dia 3 de maio de 2026 suspeito de espancar a própria esposa em um estabalecimento comercial da vítima no bairro Dirceu, na zona Sudeste de Teresina.
Conforme a decisão, medidas cautelares menos gravosas são suficientes para garantir o andamento do processo, proteger a vítima e preservar a ordem social. “Diante do exposto, entendo que o requisito da garantia da ordem pública não mais subsiste a ponto de fundamentar a necessidade da manutenção da prisão preventiva do acusado”, diz trecho da decisão, proferida nesta quarta-feira.
O CASO
O crime ocorreu no dia 3 de maio e foi registrado por câmeras de monitoramento. Segundo a vítima, Brígida Bianca, o marido passou dois dias fora de casa e, no sábado, retornou. Com receio de que algo acontecesse, ela se escondeu no quintal.
Já no domingo (3 de maio), eles acordaram, tomaram café, deixaram os filhos na casa da mãe de José e seguiram para o estabelecimento onde Brígida estava montando sua imobiliária, a fim de limpar o local e prepará-lo para a inauguração. Lá, com amigos, compraram bebidas alcoólicas.
Horas depois, segundo ela, José pediu a chave do carro, afirmando que iria sair para resolver um assunto. Ao perguntar o que ele faria, o suspeito pegou a chave do balcão e desferiu o primeiro soco na boca de Brígida.
Eu levanto do banco e saio. Na hora que eu chego perto dele novamente, ele já dá um soco no meu olho, já é o segundo soco. O André começa a discutir e a tentar acalmá-lo, a irmã dele também. Quando eu chego perto de novo, para pedir que ele pare, ele já dá outro, que é no meu nariz, momento em que eu caio e bato a cabeça no chão, disse.
Brígida relatou que funcionários chegaram a presenciar o homem proferindo xingamentos e a tratando mal. A irmã da vítima foi quem acionou a Polícia Militar.
Ela também relatou que o comportamento agressivo foi presenciado pelos filhos, que pediam para o pai não agredi-la. Segundo Brígida, ele ainda proferia ameaças caso ela o denunciasse.