SEÇÕES

MPPI obtém condenação de policial a 16 anos de prisão por homicídio qualificado em Teresina

Crime foi motivado por vingança e envolveu perseguição; acusado deixou local após ação.

Ver Resumo
  • Policial civil Daywison Frota foi condenado a 16 anos por homicídio qualificado contra Adriano da Silva Sousa.
  • O crime ocorreu em abril de 2025, na zona sudeste de Teresina, motivado por vingança.
  • Daywison recebeu informações de outros policiais sobre a localização da vítima e perseguiu-o.
  • Ministério Público sustentou a condenação por homicídio qualificado por motivo torpe.
  • Juíza destacou informações privilegiadas e forma do crime como circunstâncias desfavoráveis.
Imagem ilustrativa | Foto: Reprodução/MPPI
Siga-nos no

O policial civil Daywison Jardel Pereira Frota, foi condenado na última quarta-feira (15) a 16 anos de prisão por homicídio qualificado, contra um homem identificado como Adriano da Silva Sousa. O crime aconteceu em abril de 2025, na zona sudeste de Teresina.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime foi motivado por vingança. A vítima havia se envolido anteriormente em uma discussão e agressão física contra o irmão do acusado, que à época era policial militar da RONE (Rondas Ostrensivas de Natureza Especial). 

Daywison recebeu informações de outros policiais sobre a localização de Adriano, e empreendeu em persegui-lo. O policial civil efetuou disparos de arma de fogo contra a vítima no momento em que o mesmo chegava na residência de seu pai. Daywison fugiu em seguida.

Durante a sessão do Tribunal do Júri, o Ministério Público foi representado pelo promotor de Justiça Régis de Morais Marinho, que sustentou a condenação do acusado pela prática do crime previsto no artigo 121, § 2º, inciso I, do Código Penal, que tipifica o homicídio qualificado por motivo torpe. O Conselho de Sentença reconheceu, por maioria dos votos, a materialidade, a autoria e a qualificadora de motivo torpe.

Na sentença, a juíza presidente do Júri, Maria Zilnar Coutinho Leal, destacou como circunstâncias desfavoráveis o fato de o condenado ser policial militar e ter se valido de informações privilegiadas repassadas por integrantes da corporação para localizar a vítima, além da forma como o crime foi praticado. Com isso, fixou a pena definitiva em 16 anos de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado, e determinou a imediata execução da pena, com a expedição de mandado de prisão.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também
ACESSE NOSSO
CANAL NO ZAP