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Novas denúncias contra a DF Group foram registradas após operação, diz delegado

Operação da polícia apreende bens e bloqueia atividades da empresa

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  • Operação contra DF Group resultou em 11 prisões e apreensão de bens e armas.
  • Empresa investigada por estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
  • CEO, Douglas Fonseca, ostentava luxo em redes sociais e não tinha autorização da CVM.
  • Investigadores bloqueiam ativos e orientam vítimas a registrar boletins de ocorrência.
  • Operação foi antecipada após falta de contato com o CEO e desaparecimento de investidores.
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Desde a deflagração da operação, na última sexta-feira (10), novos boletins de ocorrência foram registrados contra a DF Group, cujo CEO é o empresário Douglas Fonseca. A informação foi revelada à Rede Meio Norte pelo delegado Matheus Zanatta, superintendente de Operações Integradas (SOI) da Secretaria de Segurança Pública do Piauí.

O grupo é investigado pelos crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

INVESTIGAÇÕES

As investigações contra a empresa tiveram início há cerca de 30 dias, após vítimas relatarem ter investido valores na DF Group. Segundo elas, Douglas prometia um rendimento de 10% ao mês, mas os pagamentos não foram realizados. Ao longo da apuração, a Polícia Civil constatou que a empresa não possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado financeiro.

Não tinha autorização para fazer o trade. Também [fizemos] um RIF para verificar a movimentação bancária da empresa e verificamos que, em dois anos, essa empresa movimentou aproximadamente R$ 100 milhões. Também verificamos que o Douglas usava as redes sociais para mostrar a ostentação dele com o intuito de fazer a captação de novos clientes.

O delegado destacou que, nas redes sociais, Douglas Fonseca ostentava uma vida de luxo, com carros importados, entre eles uma Porsche avaliada em cerca de R$ 500 mil , relógios de alto valor e viagens internacionais. Na última sexta-feira (10), 11 pessoas foram presas durante a operação. Além das prisões, diversos bens e duas armas de fogo foram apreendidos.

O juiz também determinou a suspensão das atividades financeiras da DF Trade, além de determinar a exclusão das redes sociais da DF Trade e também de todos os investigados. [...] Também estamos tentando mais bloqueios judiciais, mais bloqueios de ativos financeiros para garantir o máximo de valor possível para restituir as vítimas.

Dez pessoas foram presas durante a operação. Um dos investigados, Lucas Coutinho, se apresentou posteriormente às autoridades. Tharsio Moura Soares de Gusmão segue foragido. O superintendente ressaltou que a ação precisou ser antecipada após as forças de segurança receberem informações de que os investidores já não conseguiam mais contato com o CEO da empresa.

Nós não sabemos se ele iria fugir, mas nós estávamos sabendo que ele não estava mais atendendo os investidores, por isso que nós deflagramos essa operação na última sexta-feira. Ação integrada com a Polícia Civil, com a Polícia Militar, da Secretaria de Segurança Pública.

Os investigados passaram por audiência de custódia e tiveram as prisões mantidas. O delegado Matheus Zanatta reforçou a importância de que outras possíveis vítimas procurem a polícia para registrar boletins de ocorrência, o que poderá subsidiar novas fases da operação.

As denúncias e os registros podem ser feitos de duas formas:

  • Via WhatsApp: pelo número 0800 086 0190.

  • Presencialmente: na Superintendência de Defesa do Consumidor, localizada na Secretaria de Segurança Pública.

As vítimas podem estar registrando boletim de ocorrência. Nós vamos estar instruindo esses novos boletins de ocorrência e, se surgirem novos investigados a partir dessas novas vítimas, pode ter certeza que nós vamos fazer outras fases dessa operação.

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