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Réu por matar policial do Piauí e tentar executar outros 4 é julgado hoje no Maranhão

Caso seja condenado, Bruno Manoel poderá receber pena por homicídio qualificado e tentativas de homicídio contra os demais policiais envolvidos na operação.

Bruno Manoel Gomes Araujo, réu por assassinar policial civil Marcelo Soares da Costa | Foto: Reprodução
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Acontece nesta quarta-feira (12) o julgamento de Bruno Manoel Gomes Araújo, acusado de assassinar o policial civil do Piauí, Marcelo Soares da Costa, integrante do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). O caso será analisado pelo Tribunal do Júri no Fórum da Comarca de Santa Luzia do Paruá, no Maranhão.

Além da morte do agente, o réu também responde por tentativa de homicídio contra outros quatro policiais civis que participavam da mesma operação policial. Conforme a denúncia do Ministério Público, ele foi pronunciado por homicídio qualificado e quatro tentativas de homicídio qualificado.

Os agentes que sobreviveram ao ataque são Laércio Ivando Evangelista Pires Ferreira, João Francisco Braz Vaz, Átila Oliveira Soares e Egídio dos Santos Silva Filho.

Relembre o caso

O crime aconteceu no dia 3 de setembro de 2024, na cidade de Santa Luzia do Paruá (MA). Na ocasião, equipes da Polícia Civil do Piauí foram até a residência do acusado para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão.

De acordo com o Ministério Público, ao perceber a presença dos policiais, Bruno Manoel teria disparado contra os agentes, atingindo o policial civil Marcelo Soares da Costa.

O agente chegou a ser socorrido após o ataque, mas não resistiu aos ferimentos. Após o confronto, o suspeito acabou se rendendo às autoridades.

Durante depoimento, ele admitiu ter efetuado os disparos, mas alegou que não sabia que as pessoas que estavam no local eram policiais.

Na época, Marcelo participava da Operação Turismo Criminoso, que investigava suspeitas de fraudes envolvendo o Departamento Estadual de Trânsito do Piauí (Detran-PI) e financiamentos bancários.

Como funciona o julgamento

O caso será analisado pelo Tribunal do Júri Popular, modelo de julgamento aplicado a crimes dolosos contra a vida — quando há intenção de matar. Nesse tipo de processo, cidadãos comuns, escolhidos como jurados, são responsáveis por decidir se o réu é culpado ou inocente.

O julgamento deve ocorrer ao longo do dia no fórum da comarca maranhense. Caso seja condenado, Bruno Manoel poderá receber pena por homicídio qualificado e tentativas de homicídio contra os demais policiais envolvidos na operação.

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