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Suspeito de atropelar policial e filha já dirigia embriagado 4h antes do acidente, diz delegado

Delegado revela que motorista estava embriagado e na contramão antes do acidente.

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  • Motorista embriagado dirigia pela contramão em Bela Vista quatro horas antes do acidente fatal.
  • Acidente envolvendo policial penal e filha ocorreu por volta das 23h, com suspeita de evasão e omissão.
  • Investigação revelou que suspeito estava embriagado e dirigindo em contramão desde as 19h.
  • Suspeito também teve histórico de violência, incluindo invasão de residência em estado de embriaguez.
  • Caso foi tipificado como tentativa de homicídio doloso com dolo eventual e crimes contra as vítimas.
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O suspeito de atropelar um policial penal e sua filha já estava dirigindo pelas ruas do bairro Bela Vista, na zona Sul de Teresina, em estado de embriaguez e na contramão cerca de quatro horas antes do acidente, ocorrido no dia 6 de junho deste ano. A informação foi revelada à Rede Meio Norte pelo delegado Carlos César, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito (DRCT).

O policial penal Gilvan Furtado Leite, de 53 anos, estava com a filha, de 20 anos, que possui Transtorno do Espectro Autista (TEA), em uma motocicleta, quando ambos foram atingidos por um carro. O motorista é Julio Cesar Carvalho Neu. Segundo o delegado, o acidente ocorreu por volta das 23h.

No entanto, a autoridade destacou que, após mais de 20 dias de investigação, os novos elementos colhidos demonstraram que a conduta do suspeito foi ainda mais grave.

A gente conseguiu prova de que o Júlio César, pelo menos a partir das 19h, ele já estava dirigindo o carro no Bela Vista embriagado e pela contramão de direção, inclusive quase que um vizinho do policial penal foi vítima também dele. Às 19h da noite, sendo que o acidente investigado, o acidente das imagens, ocorreu por volta de 23h da noite. Então, horas antes ele já estava embriagado, dirigindo pela contramão lá no bairro.

VEJA O MOMENTO DO ACIDENTE:

Conforme o delegado Carlos César, o investigado não parou para prestar socorro, não acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e tentou se evadir do local. “Provamos também e demonstramos pro juízo que ele não parou no local do acidente, ou seja, ele tentou se evadir. [...] Também não prestou socorro para para as vítimas, ele provocou uma acidente grave, poderia ter parado”, disse.

OUTRO ACIDENTE

O delegado ainda pontuou o histórico do suspeito em acidentes. Segundo ele, há cerca de seis meses, Júlio teria invadido dolosamente a residência de um vizinho com o carro enquanto a família dormia, quebrando o portão da garagem.

O vizinho tava dormindo com sua esposa durante a madrugada, ele entrou embriagado e proferindo várias palavras de baixo calão, depois tirou o carro, foi embora e o vizinho nem entendeu o que é que tinha acontecido. Então, é uma pessoa que tem um estado ao se embriagar, ao fazer uso de bebida alcoólica, e utiliza o carro como fosse uma arma no meio da rua.

TENTATIVA DE HOMICÍDIO

A Polícia Civil representou pela prisão preventiva, que recebeu parecer favorável do Ministério Público e foi deferida pela Central de Inquéritos. O caso do atropelamento do policial penal e de sua filha foi tipificado como tentativa de homicídio doloso com dolo eventual, quando o autor assume o risco de matar, contra as duas vítimas, além dos crimes de evasão do local do acidente e omissão de socorro.

Vítimas do acidente./Foto: Reprodução.

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