- Teresina sediou lançamento do movimento "Saneamento Salva" para ampliar debate e ações no setor.
- 33 entidades assinaram carta de compromisso em defesa do desenvolvimento do saneamento básico no Brasil.
- Diretora-presidente das concessionárias Águas de Teresina destacou que o saneamento vai além da infraestrutura, impactando fatores sociais.
- Piauí investiu R$ 200 milhões em saneamento e busca universalizar abastecimento de água até 2033 e esgotamento sanitário até 2040.
Teresina sediou, nesta segunda-feira (8), o lançamento do movimento "Saneamento Salva", uma iniciativa nacional criada pelo Instituto Aegea para ampliar o debate e estimular ações concretas em torno do saneamento básico no Brasil. O evento contou com a adesão de 33 entidades, que assinaram uma carta de compromisso em defesa do desenvolvimento do setor.
A programação teve como um de seus momentos centrais a palestra do médico Drauzio Varella, que reforçou a relação direta entre saneamento, saúde pública e longevidade.
Com participação de representantes do poder público, iniciativa privada, terceiro setor e instituições acadêmicas, o movimento reforça o caráter multissetorial necessário para enfrentar um dos principais desafios estruturais do país.
Saneamento além da infraestrutura
Durante o evento, a diretora-presidente das concessionárias Águas de Teresina, Águas de Timon e Águas do Piauí, Lucilaine Medeiros, destacou que o saneamento vai muito além de obras físicas. Segundo ela, a ampliação dos serviços causa impacto direto em alguns fatores sociais.
A gente tem diminuição de doenças, de internações de crianças e reduz desigualdades.
Lucilaine também apresentou avanços concretos no estado. Em Teresina, o abastecimento de água já está universalizado, enquanto a coleta e tratamento de esgoto saltaram de 19% para cerca de 60%. Outro destaque é a redução das perdas de água, que caíram de 64% para 19,55%, índice inferior à média nacional.
No restante do Piauí, os investimentos já ultrapassam R$ 200 milhões, com metas ambiciosas: universalização do abastecimento de água até 2033 e dos serviços de esgotamento sanitário até 2040, incluindo áreas urbanas e rurais.
O estado, segundo a concessionária, já desponta como referência nacional em projetos de universalização.
Engajamento da população é essencial
Para o presidente do Instituto Aegea, Édison Carlos, o sucesso do saneamento depende não apenas de investimentos, mas do envolvimento direto da população.
Ele ressaltou que é fundamental que as pessoas compreendam a importância de conectar suas casas à rede de esgoto e participem ativamente da transformação. “É só assim que o saneamento vai dar certo”, afirmou.
A gente espera que o Piauí seja um exemplo de mobilização pelo saneamento.
Comunicação como ferramenta de transformação
O compromisso com a pauta também foi reforçado por veículos de comunicação. O diretor geral de jornalismo do Grupo Meio Norte, Ananias Ribeiro, destacou que a adesão ao movimento representa um esforço contínuo de levar o debate à população.
Não é apenas um ato simbólico, é um compromisso de levar esse debate à nossa audiência. Colocar o saneamento na pauta do dia a dia é essencial para avançar.
Evento de lançamento do "Saneamento Salva" | Foto: Bruna Alencar/MeioNews
Urgência nacional
O lançamento do movimento ocorre em um cenário preocupante. Em 2024, o Brasil registrou 344 mil internações por doenças relacionadas à falta de saneamento. Além disso, 46,3% das moradias ainda enfrentam algum tipo de privação no acesso aos serviços.
A iniciativa também conta com uma plataforma digital que reúne dados, estudos e histórias reais, buscando aproximar a população do tema e evidenciar seus impactos na saúde, educação e economia.
Com o slogan “Saneamento Salva”, o movimento pretende consolidar uma rede de mobilização capaz de acelerar investimentos, ampliar o acesso e transformar a realidade de milhões de brasileiros.
A expectativa é que o Piauí se torne referência nesse processo, impulsionando mudanças em toda a região Nordeste.