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Entregador é preso por morte de ciclista espancado em Copacabana; outro envolvido está foragido

Três dos quatro suspeitos estão presos; vídeos das agressões foram compartilhados em grupos de entregadores e ajudaram nas investigações

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  • Entregador Felipe Eduardo dos Santos Silva foi preso após confessar participação no espancamento de Cláudio Rafael Landeiro em Copacabana.
  • Dois vigias, Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias, foram presos após se entregar à polícia e aparecerem nas imagens do crime.
  • Vídeos gravados pelos agressores mostram Cláudio sendo espancado e ameaçado, com ele negando ter roubado uma bicicleta.
  • iFood lamenta a morte de Cláudio e afirma estar colaborando com as autoridades na investigação do caso.
  • Cláudio Rafael Landeiro morreu após ser espancado por entregadores e vigias, que o confundiram com um ladrão na região.
Felipe Eduardo dos Santos Silva (à esquerda), entregador preso pela morte de Cláudio Rafael (à direita) em Copacabana | Foto: Reprodução
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Um dos entregadores envolvidos na morte de Cláudio Rafael Landeiro, espancado em Copacabana, na Zona Sul do Rio, foi preso nesta sexta-feira (21). Felipe Eduardo dos Santos Silva é apontado como um dos quatro envolvidos no crime e aparece nas imagens agredindo o ciclista, que teria sido confundido com um ladrão.

Segundo apuração da TV Globo, Felipe se entregou a policiais da 12ª DP (Copacabana), na Tijuca, e foi levado para a delegacia.

Outro entregador apontado como participante do crime, Ailton José da Silva, continua foragido.

Na quinta-feira (20), dois vigias também foram presos após se apresentarem à polícia: Davi Santos Machado, que aparece nas imagens segurando o bastão usado nas agressões, e Jorge Luiz Ricardo Dias, que retirou de Cláudio a bicicleta com a qual ele havia chegado ao local.

Cláudio Rafael Landeiro no vídeo gravado pelos próprios agressores | Foto: Reprodução

Vídeos foram compartilhados entre entregadores

Os envolvidos no crime gravaram parte das agressões e compartilharam os vídeos em grupos de entregadores.

As imagens foram obtidas pela 12ª DP (Copacabana) e mostram Cláudio sendo agredido inclusive quando já estava caído no chão. Os vídeos também registram ameaças feitas pelos envolvidos durante o espancamento.

O crime ocorreu no fim da noite de 11 de agosto. Cláudio morreu horas depois, em decorrência dos ferimentos provocados por pauladas, socos e chutes.

Segundo registros médicos citados no processo, Cláudio havia sido diagnosticado com transtornos mentais e comportamentais, incluindo alterações relacionadas à regulação emocional. Essa condição pode ter contribuído para que ele não conseguisse responder aos questionamentos feitos por um dos vigias sobre a bicicleta.

Nas imagens, Cláudio não reage às agressões e tenta apenas se defender.

Agressores fizeram ameaças

Em um dos vídeos, um dos envolvidos narra a abordagem e acusa Cláudio de ter roubado uma bicicleta.

"Aí, tropa: ladrão de bicicleta! Pegamos aqui na Princesa [Isabel]”, narra um dos agressores

Cláudio pede que as agressões parem.

"Parou, mano!", suplica.

O homem que grava responde com ameaças e afirma que Cláudio seria morto caso voltasse a ser encontrado roubando na região.

“Parou o c*ralho! Ladrão aqui não se cria, não! Se pegar aqui roubando de novo, nós vai matar!"

Durante a gravação, Cláudio nega ter cometido o crime.

“Eu não roubo, cara!”, diz a vítima.

Os envolvidos também fazem ameaças a outras pessoas que, segundo eles, fossem flagradas roubando bicicletas na Zona Sul.

É para aprender a lição, maluco! Se tu tiver roubando aqui, nós vai arrancar tua cabeça fora, entendeu? Aqui é o iFood, a Tropa do Ódio! Seu desgraçado! Vai arrumar um trabalho! Tem duas pernas, duas mãos. Se tiver roubando aqui na Zona Sul, quem for, de qual facção for, nós vai dar uma coça, nós vai matar! Se tiver roubando aqui, vai morrer!

O que diz o iFood

Em nota, o iFood lamentou a morte de Cláudio Rafael Landeiro e afirmou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.

"O iFood lamenta profundamente a morte de Cláudio Rafael Landeiro e se solidariza com seus familiares e amigos neste momento de dor. A empresa está colaborando com as autoridades responsáveis pelo caso.

O iFood reforça que qualquer forma de violência é inaceitável e tem tolerância zero com esse tipo de conduta. A empresa adota uma Política de Combate à Discriminação e à Violência, com regras claras para promover um ambiente ético, seguro e livre de violações de direitos para todos os envolvidos: clientes, entregadores e estabelecimentos parceiros.

O descumprimento dessas diretrizes pode resultar em medidas que vão desde advertências à desativação permanente da conta."

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