Em depoimento, o acusado afirmou que matou Mauro após um desentendimento relacionado ao pagamento do programa e à recusa em manter determinado tipo de relação sexual. Segundo sua versão, a vítima teria pegado uma faca para atacá-lo, obrigando-o a reagir durante uma luta corporal.
A Polícia Civil, entretanto, descartou essa versão. Os investigadores destacaram que Sidclay não apresentava lesões compatíveis com uma briga, enquanto Mauro sofreu diversos golpes de faca e apresentava hematomas pelo corpo. Além disso, não fazia sentido, segundo a polícia, que a vítima tentasse matar um desconhecido dentro do próprio apartamento.
Outro elemento reforçou a conclusão dos investigadores. Após o homicídio, Sidclay roubou o telefone celular e o aparelho de DVD de Mauro, revirou móveis e guarda-roupas em busca de dinheiro e fugiu para Sergipe no dia seguinte. Para a delegada Maria Dahil Sá Barreto, responsável pelo caso, o conjunto das provas demonstrava que o objetivo principal era o roubo, caracterizando o crime como latrocínio.