Durante a apresentação do suspeito, Cláudio Manoel ficou frente a frente com o homem acusado de matar seu irmão. Em um dos momentos mais marcantes do caso, o humorista desabafou: “Do fundo do meu coração, espero que você apodreça na prisão”. Em seguida, fez um alerta para que as pessoas redobrassem os cuidados ao conhecer desconhecidos, ressaltando, porém, que a imprudência da vítima jamais justificaria um crime daquela violência.
Menos de um ano depois, a Justiça condenou Sidclay Costa Silva a 22 anos de prisão por latrocínio. A sentença acolheu o entendimento defendido pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de que Mauro foi morto para que seus bens fossem roubados, afastando a tese apresentada pelo acusado de que o homicídio teria ocorrido apenas após uma discussão.
O assassinato de Mauro José Mascarenhas marcou profundamente familiares, amigos e colegas de trabalho. Além da repercussão nacional provocada pelo parentesco com um dos integrantes do Casseta & Planeta, o caso evidenciou os riscos da violência urbana e da criminalidade patrimonial. Quase duas décadas depois, o crime continua sendo lembrado como um dos episódios policiais de maior impacto na Bahia, tanto pela brutalidade da execução quanto pela rápida elucidação que levou à prisão e condenação do responsável.