SEÇÕES

Justiça mantém prisão de entregadores envolvidos na morte de ciclista em Copacabana

Cláudio Landeiro foi espancado até a morte após ser confundido com ladrão de bicicleta em Copacabana

Ver Resumo
  • Justiça do Rio mantém prisão temporária de entregadores acusados de matar ciclista em Copacabana.
  • Vítima foi espancada após ser confundida com ladrão de bicicleta e receber 57 golpes de porrete.
  • Seguranças e entregadores permanecem presos após audiências de custódia em audiências de custódia.
  • Policia investiga quinto suspeito que teria desferido chute na cabeça da vítima e ainda não foi identificado.
  • Acusados devem responder por homicídio qualificado com agravantes de crueldade e futilidade do crime.
Cláudio Landeiro foi espancado até a morte após ser confundido com ladrão de bicicleta em Copacabana | Foto: Reprodução/ Agência Brasil
Siga-nos no

A Justiça do Rio de Janeiro manteve, neste domingo (23), a prisão temporária dos entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva, de 23 anos, e Ailton José da Silva, de 24, investigados pela morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, em Copacabana, na zona sul do Rio. A vítima foi espancada após ser confundida com um ladrão de bicicleta.

As prisões foram mantidas durante audiências de custódia. Felipe Silva foi ouvido pela juíza Laura Noal Garcia, que determinou que a prisão fosse comunicada à 1ª Vara Criminal da Capital. Segundo a magistrada, o mandado de prisão temporária permanecia válido e não havia sido revogado pelo juízo responsável pela investigação.

Felipe Eduardo dos Santos Silva (à esquerda), entregador preso pela morte de Cláudio Rafael (à direita) em Copacabana | Foto: Reprodução 

No caso de Ailton da Silva, a audiência foi conduzida pelo juiz Rafael de Almeida Rezende. O magistrado afirmou que a prisão temporária havia sido decretada por 30 dias e que o mandado ainda estava dentro do prazo de validade. A decisão também determinou a comunicação da prisão ao juízo responsável pelo processo.

Seguranças também permanecem presos

Os seguranças de rua Davi Santos Machado e Jorge Luiz Ricardo Dias tiveram as prisões temporárias mantidas em audiências de custódia realizadas no sábado (22).

A morte de Cláudio aconteceu na madrugada do dia 12 de agosto. Segundo as investigações, ele foi agredido com golpes de porrete e chutes na cabeça e nas costas após ser confundido com um criminoso.

Na noite anterior, Cláudio havia saído de casa, em Botafogo, por volta das 22h30, para andar de bicicleta. Ele utilizava uma bicicleta que pertencia à irmã. Antes das 23h, chegou à Rua Barata Ribeiro, em Copacabana, onde parou e entrou em uma loja de conveniência para pedir um cigarro.

Ao sair do estabelecimento, Cláudio permaneceu parado em uma esquina. Nesse momento, o segurança Davi Santos Machado se aproximou com um porrete e passou a questioná-lo sobre a bicicleta. A vítima afirmou que não era sua, mas, segundo a investigação, não conseguiu concluir a explicação de que o veículo pertencia à irmã.

Câmeras registraram agressões

Segundo as investigações, a bicicleta foi tomada à força por Jorge Luiz Dias. Quando tentou impedir que o veículo fosse levado, Cláudio teria recebido a primeira paulada desferida por Davi Machado.

Depois de deixar o local sem a bicicleta, a vítima caminhou até a portaria de um prédio na Rua Felipe de Oliveira, onde se sentou. No local, ele teria sido cercado pelo segurança e pelos dois entregadores.

Imagens de uma câmera de segurança registraram cerca de seis minutos de agressões. De acordo com a investigação, Cláudio recebeu 57 golpes de porrete, a maioria na cabeça, além de chutes na cabeça e nas costas.

Após as agressões, os envolvidos deixaram o local enquanto Cláudio permanecia caído no chão. Cerca de 30 minutos depois, uma ambulância do Corpo de Bombeiros chegou e levou a vítima para o Hospital Municipal Miguel Couto, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu.

Polícia procura quinto suspeito

Em depoimento à polícia, Davi Machado afirmou não saber explicar o motivo da violência e disse não ter certeza de que a bicicleta utilizada por Cláudio era furtada. O segurança também teria gravado a vítima caída no chão. Um dos entregadores também registrou imagens e as compartilhou com colegas e moradores da região.

Segundo a investigação, Jorge Luiz não participou diretamente da sessão de agressões, mas também não acionou o socorro enquanto Cláudio estava caído.

A polícia ainda procura um quinto homem que teria chegado ao local durante as agressões e desferido um chute na cabeça da vítima. Ele ainda não foi identificado e é considerado foragido.

Os investigados deverão responder por homicídio qualificado, com agravantes relacionados ao motivo fútil, à crueldade e à impossibilidade de defesa da vítima.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também
ACESSE NOSSO
CANAL NO ZAP