Recém-formada, 21 anos e afastada: quem é a PM suspeita de atirar e matar mulher em abordagem
- Versões em confronto: família, testemunhas e Polícia Militar
A soldado Yasmin Cursino Ferreira, responsável pelo disparo, afirmou ter reagido a um tapa; as imagens não registram agressão física prévia
- Versões em confronto: família, testemunhas e Polícia Militar
A família de Thawanna sustenta que não houve abordagem formal e que o disparo foi desproporcional. Luciano relatou à TV Globo que a viatura passou em alta velocidade, quase atingindo o casal, e que Yasmin desceu e atirou sem aviso prévio: “Chegou oprimindo ela, deu um chute. Nisso que ela deu um chute, o policial estava com a mão na minha cabeça, com olhos arregalados. Teve disparo. Eu pensei que era bala de borracha”.
Uma testemunha que preferiu não se identificar corroborou a versão da família, afirmando que a viatura foi direcionada contra o casal intencionalmente. Segundo o relato, após Thawanna questionar “Vai atropelar?”, Yasmin desceu xingando e iniciou discussão. “A policial feminina deu um murro e um chute nas partes íntimas. Na reação, ela deu um tapa na mão da policial. Foi quando a agente se afastou e efetuou o disparo”, detalhou a fonte.
Já a versão oficial da Polícia Militar, registrada em boletim de ocorrência, afirma que a equipe fazia patrulhamento rotineiro ao avistar o casal caminhando no meio da rua. Segundo os agentes, Luciano teria se desequilibrado e batido no retrovisor. Ao retornarem para verificar, o homem teria gritado e desobedecido ordens. A PM alega que o casal apresentava sinais de embriaguez e que Thawanna partiu para cima de Yasmin, desferindo tapas — incluindo um no rosto —, o que teria motivado a reação defensiva da soldado.