CGU atesta bilhões pagos indevidos no Auxílio Brasil e MDS manterá crivo

Ao todo, mais de 820 mil benefícios foram liberados para famílias que não estavam elegíveis.

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Wellington Dias é o ministro do Desenvolvimento Social | Roberta Aline/MDS

O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias (PT-PI), sinalizou nas redes sociais nesta terça-feira, 16 de maio, que a Controladoria-Geral da União constatou R$ 3,8 bilhões pagos indevidamente pelo Auxílio Brasil na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). Ao todo, mais de 820 mil benefícios foram liberados para famílias que não estavam elegíveis.

"A CGU identificou pagamentos indevidos de R$ 3,8 bilhões na gestão anterior no então programa Auxílio Brasil. Foram 820.908 benefícios liberados para famílias fora do perfil de renda, um direito que foi tirado de milhões de brasileiras e brasileiros que realmente precisavam", explicitou. 

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Nesse sentido, o líder da pasta, que é considerada o 'coração' da gestão Lula (PT), pontuou que o trabalho de reavaliação prosseguirá, no intuito de que se evite o pagamento para quem não está dentro da faixa do programa Bolsa Família. "A recomendação da CGU ao MDS é o que já temos feito: reavaliação da situação das famílias que ingressaram no programa e que possuíam indícios de inelegibilidade e atualização de informações do Cadastro Único, que hoje possui 90 milhões de pessoas", sinalizou.

Wellington Dias frisou que a gestão federal está comprometida em fazer do Bolsa Família 'um programa justo e trazer de volta a ele o propósito que foi apagado pelo governo anterior'. O ministro sinaliza ainda que o propósito é o de combater a extrema pobreza, tirar o Brasil do mapa da fome e levar dignidade e oportunidade a quem mais precisa. 

 Cortes seguem até dezembro

No último mês, o ministro responsável pelo Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias, anunciou que as contas do Programa Bolsa Família permanecerão bloqueadas até o final deste ano, com o objetivo de solucionar todas as irregularidades até essa data.

Durante o evento "Educação Já", organizado pela ONG Todos pela Educação, Dias afirmou que infelizmente o número de fraudes foi muito maior do que o governo foi capaz de detectar até o momento. Ao analisar o período entre maio de 2022 e o início de outubro, foram encontrados cerca de 5,5 milhões de registros unipessoais, o que indica a ocorrência de atividades suspeitas.

Dias expressou sua confiança de que haverá um progresso significativo até o mês de julho. No entanto, ele estima que um cadastro adequado, nos moldes que o Brasil já teve no passado, será alcançado por volta de dezembro.

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