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Congresso derruba veto de Lula e permite doação durante período eleitoral

Deputados e senadores também liberaram transferência de recursos a municípios inadimplentes de até 65 mil habitantes. Vetos vão à promulgação.

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  • O Congresso Nacional derrubou veto de Lula sobre doações a estados e municípios em período eleitoral.
  • Regra permite transferências de bens, dinheiro ou benefícios durante três meses antes das eleições, desde que haja obrigação a cumprir.
  • Lula havia vetado dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) por considerar inconstitucional e contrário ao interesse público.
Congresso Nacional | Foto: Agência Senado/Imagem ilustrativa
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O Congresso Nacional derrubou nesta quinta-feira (21) um veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que impedia a doação de bens, valores e benefícios a estados e municípios nos três meses que antecedem as eleições. Com a decisão, os dispositivos seguem agora para sanção presidencial.

Regra cria exceção durante período eleitoral

No fim de 2025, o Congresso aprovou uma regra permitindo que o poder público continue realizando transferências de bens, dinheiro ou benefícios durante o período eleitoral, desde que o beneficiário tenha alguma obrigação a cumprir em troca.

Pela legislação eleitoral brasileira, esse tipo de transferência costuma ser proibido nos meses anteriores às eleições para evitar o uso da máquina pública em favor de candidatos.

Texto flexibiliza restrições previstas na Lei Eleitoral

O dispositivo aprovado pelos parlamentares criou uma exceção às restrições previstas na legislação eleitoral. Na prática, a medida permite que agentes públicos mantenham determinadas transferências mesmo durante o período em que a distribuição de benefícios governamentais normalmente é limitada pela Justiça Eleitoral.

Lula havia vetado trecho da LDO

O trecho foi incluído na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), mas acabou vetado pelo presidente Lula. Ao justificar o veto, o governo argumentou que a medida seria:

  • Inconstitucional;
  • Contrária ao interesse público;
  • Uma exceção indevida às normas do direito eleitoral.

Segundo o Palácio do Planalto, a flexibilização poderia comprometer mecanismos criados para evitar favorecimento político durante campanhas eleitorais.

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