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Flávio Dino proíbe novas leis que driblam suspensão de 'penduricalhos' ilegais

Medida proíbe que administração pública publique atos ou legislações que tentem furar suspensão de pagamentos acima do teto constitucional.

Flávio Dino | Foto: Rosinei Coutinho/STF
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (19) que o funcionalismo público está proibido de publicar atos ou novas leis para tentar garantir o pagamento dos chamados “penduricalhos” ilegais.

O que são os “penduricalhos”

A expressão se refere a verbas indenizatórias, gratificações e auxílios somados ao salário de servidores públicos, normalmente usados para compensar despesas do cargo ou direitos não usufruídos.

A decisão busca impedir normas criadas para driblar a suspensão determinada em 5 de fevereiro, quando Dino ordenou que os Três Poderes revisem pagamentos acima do teto constitucional.

O que fica proibido

Até que o Congresso Nacional do Brasil regulamente o tema, está vedado:

  • publicar novas normas sobre essas verbas

  • criar decisões específicas para garantir pagamentos

  • pagar valores retroativos relacionados aos benefícios

A medida vale para União, estados e municípios.

O que não muda

A decisão não afeta:

  • salários definidos em lei

  • gratificações já previstas legalmente

  • reajuste do Legislativo sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Foi uma decisão monocrática e será analisada pelo plenário do STF na próxima quarta-feira (25).

Recursos

O Tribunal de Justiça de São Paulo e outras 11 entidades apresentaram recursos, que só serão avaliados após o julgamento pelo plenário da Corte.

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