- Governo de Lula criticou nova taxa de 12,5% dos EUA sobre produtos brasileiros, acusando manipulação de pauta trabalhista.
- Nota da Presidência acusa administração Trump de usar tema dos direitos humanos para sustentar política protecionista.
- Brasil colaborou com investigação sobre trabalho forçado, fornecendo legislação e documentação sobre ações aduaneiras.
- Governo Lula diz que irá acionar Lei de Reciprocidade após nova tarifa, que vem após já terem sido aplicadas tarifas de 25%.
- Vice-presidente Alckmin defendeu uso cauteloso da Lei da Reciprocidade e buscou diálogo com setores afetados antes da nova tarifa.
O Governo de Lula criticou a nova taxação de 12,5% sobre produtos brasileiros imposta pelos Estados Unidos na quinta-feira (23). A taxação adicional ocorre com base em uma investigação sobre trabalho forçado. Em nota, a Presidência da República acusou a administração Trump de manipular a pauta trabalhista para sustentar uma postura protecionista.
Na ausência de base legal interna para sustentar sua política comercial protecionista, o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais, afirmou a nota.
Ainda segundo o pronunciamento, o governo de Lula diz ter colaborado com as investigações:
Ao longo da investigação, o Ministério do Trabalho e Emprego prestou explicações e forneceu farta documentação sobre a legislação brasileira e da atuação das nossas autoridades aduaneiras para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado, afirma o governo.
Por fim, o Governo afirmou que irá acionar a Lei de Reciprocidade motivado pela nova taxação. Lembrando que há poucos dias os EUA já haviam tarifado o Brasil em 25%.
POSICIONAMENTO DE ALCKMIN
Antes da nova tarifa adicional, o vice-presidente disse que a Lei da Reciprocidade para combater a taxação dos Estados Unidos deveria ser utilizada com prudência. Ele chegou a dialogar com os principais setores afetados em busca de um denominador comum.
O governo Lula também havia caracterizado o imposto norte-americano como “lastimável” e “injustificável”. A nova tarifa de 12,5% representa uma nova fase nas tratativas e conflitos entre os dois países.