- Governo lança nova fase do Programa Celular Seguro com foco em reduzir venda de aparelhos roubados.
- Novo Banco Nacional de Celulares reúne dados de boletins, operadoras e Anatel para identificar aparelhos roubados.
- Alertas serão enviados para regiões com maior incidência de roubos, visando dificultar ações de quadrilhas.
- Programa integra 26 estados e DF, mantendo consulta de IMEI e modo recuperação no app.
- Combate ao roubo de celular passa a ser coordenado entre governo, estados, operadoras e agências reguladoras.
O governo federal lançou nesta sexta-feira(26) a nova fase do Programa Celular Seguro. O foco agora é reduzir a venda de aparelhos roubados e enviar alertas para as regiões com mais casos de furto e roubo no país.
O decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva transforma o programa em política pública permanente. A cerimônia foi em Guarulhos e contou com o ministro da Justiça, Wellington Lima, e o secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas.
A principal novidade é o Banco Nacional de Celulares com Restrição. A base reúne dados de boletins de ocorrência, operadoras, Anatel e do próprio Celular Seguro. Hoje são mais de 3,3 milhões de aparelhos cadastrados e aptos à recuperação em todo o Brasil.
Com a nova fase, o governo vai mandar mensagens diretas para celulares em áreas com mais crimes. O objetivo é alertar a população e dificultar a ação de quadrilhas. O sistema também identifica o aparelho assim que um novo chip é inserido, o que ajuda a polícia a rastrear e bloquear o celular roubado.
Segundo o Ministério da Justiça, o Brasil registra cerca de 1 milhão de roubos e furtos de celular por ano, só nos dados oficiais.
A ideia é atingir não só quem rouba, mas toda a cadeia que lucra com a revenda ilegal. “Existe um mercado muito maior por trás”, disse o secretário Francisco Lucas.
O programa já está integrado aos 26 estados e ao Distrito Federal. A consulta de IMEI antes da compra e o modo recuperação continuam valendo no app. A partir de agora, o combate ao roubo de celular terá atuação conjunta do governo federal, estados, agências reguladoras e operadoras.