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Inquérito contra atos do 8 de janeiro será concluído nesta semana pela PF

Relatório de mais de 700 páginas traz indiciamentos e detalha conspirações golpistas. PF tenta identificar quatro suspeitos de integrar plano golpista para matar Lula, Alckmin e Moraes

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Inquérito da PF sobre atos de 8 de janeiro será finalizado e entregue ao STF. Prisão de quatro militares de alta patente e investigação de conspirações golpistas anteriores. Relatório final deve indicar vários suspeitos por tentativa de golpe e organização criminosa. Materiais apreendidos em operação serão periciados. Busca por mais quatro suspeitos; relatório adicional será enviado se houver novos nomes. STF avaliará possibilidade de tornar públicas as provas reunidas. PGR analisará o relatório da PF e decidirá se denuncia criminal os indiciados. Após a análise da PGR, o caso será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal para julgamento.
Rafael Martins de Oliveira, Hélio Ferreira Lima, Rodrigo Bezerra de Azevedo e Mario Fernandes | Foto: Reprodução/Internet
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A Polícia Federal vai finalizar nesta semana o inquérito que investiga os atos golpistas de 8 de janeiro. O documento, com mais de 700 páginas, será encaminhado ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O inquérito levou a prisão de quatro militares de alta patente do Exército na última terça-feira (19). Além dele, também serão concluídas investigações sobre conspirações golpistas anteriores, descobertas durante as eleições presidenciais de 2022 e após a derrota de Jair Bolsonaro (PL).

O relatório final deverá indiciar diversas pessoas por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa, mas não deve pedir a prisão antecipada dos alvos – o que não significa que não possam ser presos após julgamento.

PROVAS CONTRA O PLANO GOLPISTA

Os materiais apreendidos durante a operação que revelou plano golpista para matar o presidente Lula (PT) o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) ainda passarão por perícia.

A PF busca a identificação de pelo menos mais quatro suspeitos de integrar a organização. Caso surjam novos nomes, um relatório adicional será elaborado e enviado ao STF para ser anexado ao inquérito principal.

Após a entrega do relatório final ao STF, o ministro Alexandre de Moraes avaliará a possibilidade de levantar o sigilo e tornar públicos os documentos e provas reunidos pela Polícia Federal. O material será, então, encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que analisará o trabalho da PF para decidir se apresenta denúncia criminal contra os indiciados.

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