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Itamaraty revoga visto de assessor de Donald Trump que visitaria Bolsonaro

Lula diz que ele só virá ao país quando o ministro da Saúde puder viajar aos EUA.

Lula e Darren Beattie | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Reprodução/ Departamento de Estado dos EUA
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O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) revogou a concessão de visto de Darren Beattie, assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, responsável por temas relacionados ao Brasil.

Beattie tinha uma viagem marcada ao país na próxima semana e pretendia visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso na unidade conhecida como “Papudinha”, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Moraes já havia negado visita ao ex-presidente

Antes mesmo da decisão diplomática, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), já havia negado o pedido da defesa de Bolsonaro para autorizar o encontro entre os dois. A autorização para visitas desse tipo a presos sob custódia do STF precisa de avaliação do próprio tribunal.

Fontes da diplomacia afirmam que o governo brasileiro aplicou o princípio internacional da reciprocidade, utilizado em relações diplomáticas para reagir a medidas semelhantes adotadas por outros países.

Lula condiciona entrada ao visto de Alexandre Padilha

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que Darren Beattie só poderá entrar no Brasil quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tiver seu visto liberado para viajar aos Estados Unidos.

Aquele cara americano que disse que vinha pra cá, pra visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do ministro da Saúde, que está bloqueado, afirmou Lula.

Em agosto do ano passado, os Estados Unidos cancelaram os vistos da esposa e da filha de 10 anos de Alexandre Padilha. O visto do próprio ministro não foi revogado, pois já estava vencido na ocasião.

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