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Lula defende regulação de big techs e pix durante discurso na Assembleia da ONU

Presidente também critica bets e aposta online, diz que Brasil não tolerará modelo de negócio

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  • Lula defende regulação de grandes empresas de tecnologia e governança da inteligência artificial na ONU.
  • Presidente criticou bets e casas de apostas online, afirmando que o Brasil não tolerará esse modelo de negócio.
  • Brasil é responsável pelo discurso de abertura da ONU, com tema "Restaurar a confiança, gerenciar a transformação".
  • Lula defendeu o Pix, afirmando que não cederá à pressão de multinacionais que querem privatizá-lo.
  • Estados Unidos criticou o Pix, acusando o BC de favorecer o sistema em detrimento de empresas norte-americanas.
Lula discursa na ONU em 23 de setembro de 2025 | Foto: Shannon Stapleton/Reuters
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Durante o discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Luiz Inácio Lula da SIlva (PT), voltou a defender a regulação das maiores empresas de tecnologia do mundo, as chamadas big techs.

Além desse ponto, sobre a internet, o presidente também defendeu a criação de regras e de uma governança internacional para o uso da inteligência artificial, e a regulamentação das bets e casas de apostas online.

"Empresas transferem para famílias a tarefa de enfrentar algorítimos. Bets transformam o vício em lucro que está destruindo lares. O Brasil não vai tolerar esse modelo de negócio. Aprovamos uma legislação pra proteger crianças e mulheres", disse.

O Brasil é tradicionalmente o responsável pelo discurso de abertura do debate de líderes na ONU. Cada país tem o direito de fazer um discurso para apresentar seu ponto de vista sobre o tema do encontro e a situação global. O tema deste ano é "Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas".

Lula também subiu o tom e saiu em defesa do Pix, ferramenta brasileira que já havia estado na mira de críticas do presidente americano, Donald Trump.

RELEMBRE

Os Estados Unidos dispararam uma série de críticas a ferramenta de pagamentos sob a acusação de que o Banco Central do Brasil (BC) favorecia o sistema em detrimento de empresas americanas que atuam no setor.

De acordo com o governo americano, o BC atuava simultaneamente como regulador e operador do sistema, o que favoreceria o Pix e limitaria a atuação de concorrentes.

A açao seria então a justificativa americana para uma proposta de 25% sobre produtos brasileiros.

"Não vamos ceder à pressão de multinacionais que querem privatizar o nosso PIX", destacou Lula.

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