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Milei assina decreto para expulsar estrangeiros que atacarem argentinos

Gabinete da Presidência afirmou que decisão responde a “recentes manifestações de hostilidade” contra a Argentina; medida ocorre em meio à crise diplomática com o Brasil.

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  • Javier Milei assina decreto que impede entrada ou expulsa estrangeiros que promovam ódio ou discriminação contra argentinos.
  • Medida foi anunciada nesta quarta-feira pelo Gabinete da Presidência argentina em resposta a manifestações de hostilidade.
  • Decreto prevê sanções para atos ofensivos aos símbolos nacionais da Argentina e proíbe a defesa da violência contra cidadãos.
  • Governo afirma que defesa da República e de seus símbolos será tratada como questão inegociável e que atacantes não serão bem-vindos.
  • Regulamentação do decreto e critérios para aplicação das novas medidas ainda não foram detalhados pelo governo argentino.
Presidente da Argentina, Javier Milei | Foto: Reprodução/Instagram
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O presidente da Argentina, Javier Milei, assinou um Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) que prevê o impedimento da entrada ou a expulsão de estrangeiros que promovam ou incentivem mensagens de ódio, discriminação ou violência contra argentinos em razão da nacionalidade.

A medida foi anunciada nesta quarta-feira (29) pelo Gabinete da Presidência argentina.

Governo cita manifestações de hostilidade

Segundo o comunicado oficial, o decreto foi adotado em resposta às "recentes manifestações de hostilidade" contra a Argentina. O governo informou que a nova regra também prevê sanções para atos considerados ofensivos aos símbolos nacionais.

De acordo com a Presidência argentina, poderão ser impedidos de entrar no país ou expulsos do território nacional os estrangeiros que:

  • promovam mensagens de ódio contra argentinos;
  • incentivem a discriminação contra cidadãos argentinos;
  • defendam ou estimulem violência contra argentinos em razão de sua nacionalidade;
  • pratiquem atos considerados ofensivos aos símbolos nacionais da Argentina.

Posicionamento do governo

Em nota, a Presidência afirmou que a defesa da República Argentina, de seus cidadãos e de seus símbolos nacionais será tratada como uma questão inegociável. No comunicado, o governo declarou que "quem atacar a República Argentina não é bem-vindo em nosso país".

Até o momento, o governo argentino não detalhou como será feita a regulamentação do decreto nem os critérios para aplicação das novas medidas de impedimento de ingresso ou expulsão de estrangeiros.

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