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“Nada a ver com o filme”, diz Flávio Bolsonaro sobre operação contra produtora

Investigações apontam que recursos teriam sido desviados de contrato para instalação de wi-Fi e usados em produção cinematográfica

Senador Flávio Bolsonaro | Foto: Divulgaçãpo/Youtube
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira (1º) que não existe relação entre a operação da Polícia Civil de São Paulo realizada na sede da produtora Go UP Entertainment e o filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Declaração foi dada durante evento no Rio

Questionado por jornalistas ao chegar a um evento no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro deu uma resposta breve sobre o caso. “Daqui a pouco a gente fala, vamos só esperar a apresentação. (Não) tem nada a ver com o filme”, declarou o senador, que é apontado como pré-candidato à Presidência da República.

Também participaram do evento o deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, e Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Operação investiga suspeita de fraude em contrato público

A Polícia Civil de São Paulo realiza uma operação para investigar suspeitas de fraude envolvendo uma licitação entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade responsável pela produção do filme Dark Horse. As autoridades apuram possíveis irregularidades em um termo de colaboração firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o instituto, representado por Karina Ferreira da Gama.

Contrato previa instalação de internet em comunidades

O acordo investigado tinha como objetivo a contratação e instalação de rede wi-fi em comunidades periféricas da capital paulista. Segundo os investigadores, foram identificadas falhas consideradas graves e indícios de irregularidades desde a fase inicial da contratação.

Tribunal aponta mais de 20 irregularidades

De acordo com o Tribunal de Contas do Município de São Paulo, o edital de chamamento público apresenta pelo menos 20 irregularidades graves. Entre os apontamentos estão a utilização de critérios genéricos para a escolha da organização social e a falta de experiência prévia da entidade na área de telecomunicações.

O órgão também destacou que o instituto atuava anteriormente na promoção de eventos religiosos e literários voltados ao público gospel, sem histórico relevante na prestação dos serviços contratados.

As autoridades continuam apurando as circunstâncias da contratação e a eventual existência de irregularidades na execução do contrato. Até o momento, a investigação busca esclarecer a legalidade do processo e a responsabilidade dos envolvidos.

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