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Vídeo de IA de Bolsonaro em convenção do PL gera debate; veja o que diz a lei eleitoral

Vídeo com imagem de Bolsonaro gerado por IA gera debate sobre limites da tecnologia Versão IA de Bolsonaro em Convenção do PL levanta debate sobre uso em campanha eleitoral; veja quais são as regras

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  • Legislação eleitoral permite uso da inteligência artificial em campanhas, desde que conteúdo seja identificado e não induza ao erro.
  • Vídeo com imagem de Jair Bolsonaro gerado por IA foi exibido durante convenção do PL, reforçando debates sobre limites do uso da tecnologia.
  • Uso da IA em campanhas é autorizado para fins criativos, mas proibido para fabricar declarações falsas ou distorcer fatos.
  • Justiça Eleitoral exige transparência ao eleitor, com identificação ostensiva de conteúdo produzido ou alterado por inteligência artificial.
  • Transparência e ética são prioridades para conciliar inovação tecnológica com integridade do processo eleitoral nas eleições de 2026.
Normas do TSE autorizam o uso de IA em campanhas, desde que o conteúdo seja identificado e não induza o eleitor ao erro. | Foto: REPRODUÇÃO
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Legislação eleitoral permite o uso de inteligência artificial em campanhas, mas impõe regras como identificação obrigatória do conteúdo e proibição de manipulações enganosas.

A exibição de um vídeo criado por inteligência artificial (IA) com a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), realizada neste sábado (25), voltou a colocar em evidência os limites do uso da tecnologia nas campanhas eleitorais brasileiras.

Na gravação, Bolsonaro aparece discursando para os presentes e declarando apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República nas eleições de 2026. O material foi produzido por meio de inteligência artificial para simular a fala e a aparência do ex-presidente, atualmente inelegível até 2030.

O uso crescente da IA em campanhas políticas tem levado a Justiça Eleitoral a estabelecer normas específicas para evitar a disseminação de conteúdos enganosos. Apesar de permitida, a utilização da tecnologia deve seguir critérios que garantam transparência ao eleitor.

O que é permitido?

As regras eleitorais permitem o emprego de inteligência artificial em peças publicitárias e materiais de campanha, desde que o conteúdo seja claramente identificado. A informação de que houve utilização da tecnologia precisa ser exibida de maneira acessível ao público.

Além disso, o uso da ferramenta para fins criativos, como legendas automáticas, edição de imagens, tradução de conteúdos ou produção de animações, é autorizado, desde que não tenha a finalidade de induzir o eleitor ao erro.

 O que é proibido?

A legislação proíbe a produção e a divulgação de conteúdos manipulados capazes de distorcer fatos ou criar situações falsas envolvendo candidatos e agentes políticos. Os chamados "deepfakes", produzidos para simular falas, imagens ou comportamentos inexistentes de maneira enganosa, são vedados pela Justiça Eleitoral.

Também é proibida a utilização da inteligência artificial para fabricar declarações falsas ou atribuir posicionamentos que jamais foram manifestados por uma pessoa, especialmente quando o objetivo for influenciar o resultado do pleito.

Nos casos em que houver descumprimento das normas, candidatos e partidos podem ser responsabilizados judicialmente, estando sujeitos à aplicação de multas e outras sanções previstas pela legislação eleitoral.

 Transparência é exigência da Justiça Eleitoral

As regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinam que conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial devem trazer a informação sobre o uso da tecnologia de forma ostensiva ao eleitor. A identificação pode ocorrer por meio de avisos escritos, sonoros ou visuais, dependendo do formato da propaganda.

Especialistas avaliam que o principal desafio das eleições de 2026 será conciliar a inovação tecnológica com a preservação da integridade do processo eleitoral. O crescimento do uso da inteligência artificial amplia as possibilidades de comunicação política, mas também aumenta a preocupação com a circulação de desinformação.

O episódio envolvendo a versão digital de Jair Bolsonaro reforça o debate sobre os limites éticos e legais do uso da IA nas campanhas eleitorais, tema que deverá permanecer no centro das discussões ao longo do período eleitoral.

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