Após série de contradições, casal Bolsonaro adota estratégia contrária a de Cid
A colaboração de Mauro Cid avançou após interrogatórios recentes, onde ele e seu pai foram confrontados sobre informações trocadas por telefone.
Nesta quinta (31), o ex-presidente, sua esposa, Cid e o pai, bem como Wassef, serão ouvidos, no mesmo horário, pela PF
Em 28 de agosto, na segunda-feira, Mauro Cid prestou depoimento à Polícia Federal por aproximadamente 10 horas
Relatores de cada caso serão escolhidos pelo presidente do colegiado, após sorteio.
Ex-ajudante de ordens falou dos supostos encontros de Bolsonaro com o hacker Walter Delgatti
A redes de contatos é suspeita de participação em um suposto esquema de venda ilegal das joias sauditas recebidas por Bolsonaro
O grupo de WhatsApp incluía militares ativos defendendo golpe de Estado e fazendo ameaças direcionadas a Alexandre de Moraes
Essa é a orientação fornecida pelo presidente da comissão, deputado Arthur Maia (União-Bahia)
Em contrapartida, o Exército fala em manter 'imagem' e 'reputação' da instituição de defesa
Entre os intimados pela PF estão ainda o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, o seu pai general Mauro Lourena Cid, Fabio Wajngarten, Frederick Wassef, Marcelo Câmara e Osmar Crivellati
Segundo o presidente da comissão, Arthur Maia, não houve acordo para votar requerimentos de quebra de sigilo de Bolsonaro e aliados
Arthur Maia deu a informação a jornalistas antes de participar de uma reunião com integrantes da CPI.
A senadora esclareceu que o foco não está na investigação individual de crimes, e sim descobrir se os recursos das atividades foram enviados para o vandalismo do 8/1
O telefone pessoal supostamente era destinado exclusivamente para as conversas entre o advogado e seu cliente, Jair Bolsonaro.
"Se for para confessar o que a PF já sabe, melhor ele esperar para tentar usar a confissão no julgamento e reduzir a pena", informou o agente da PF.
Mauro Cid encontra-se detido desde o dia 3 de maio, após ser alvo de uma operação realizada pela Polícia Federal.
Tenente-coronel, que está preso desde maio, foi escalado para a função de ajudante de ordens de Bolsonaro pouco antes da posse, em 2018, quando estava pronto para assumir uma função nos EUA.
O ex-presidente expressou surpresa diante do fato de que aquele que um dia chamou de 'tio', agora se rebela contra ele
O militar confessou venda de joais oficias e entrega do dinheiro ao ex-presidente
O advogado do tenente argumentou que a obediência a um superior militar pode afastar qualquer culpabilidade atribuída a Cid
Em entrevista, o bolsonarista expressou que não considera justificável gastar tanto tempo com uma 'coisa tão pequena'
Além disso, G. Dias ainda tentou tirar seu nome da lista dos envolvidos no ataque antidemocrático
Mauro Cid está detido desde maio e enfrenta suspeitas de envolvimento em um esquema de desvio e venda de joias recebidas pela Presidência, além de adulteração de certificados de vacina.
Advogado afirmou que fez a recompra do Rolex por conta própria para devolver à União e negou ter recebido ordem de Bolsonaro ou de Cid