Carne processada eleva risco de câncer no estômago e esôfago, aponta estudo
- O que o estudo não consegue afirmar?
Pesquisa com mais de 450 mil pessoas encontrou associação entre o consumo frequente de embutidos e maior risco de alguns tumores
- O que o estudo não consegue afirmar?
Apesar de ter acompanhado uma quantidade elevada de participantes durante muitos anos, a pesquisa apresenta limitações. Uma delas é que as informações sobre o consumo de carne foram coletadas apenas no início do acompanhamento. Dessa forma, os hábitos alimentares dos participantes podem ter mudado ao longo dos anos.
Além disso, o estudo é observacional. Esse tipo de pesquisa permite identificar associações entre determinados comportamentos e problemas de saúde, mas não consegue provar, sozinho, que um hábito foi responsável diretamente pelo desenvolvimento da doença.
Outros fatores também podem influenciar o risco de câncer, como tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, atividade física, histórico familiar e outros componentes da alimentação. Mesmo quando os pesquisadores consideram parte dessas variáveis, pode existir influência de fatores que não foram totalmente identificados.
Ainda assim, os resultados se somam a um conjunto de evidências que já relaciona o consumo frequente de carnes processadas a um maior risco de alguns tipos de câncer. Por isso, reduzir a frequência desses alimentos e priorizar uma alimentação variada, com frutas, verduras, legumes, cereais e fontes variadas de proteínas, pode ser uma estratégia importante para a saúde.