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Quando a música também cuida: como a musicoterapia pode contribuir para a saúde mental - Uma experiência que marcou sua trajetória

Em meio às discussões do Setembro Amarelo, especialista explica como a música pode ser utilizada de forma terapêutica no cuidado com a saúde mental - Uma experiência que marcou sua trajetória

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Uma experiência que marcou sua trajetória

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Entre as experiências profissionais, Naor guarda a história de um menino de cinco anos, autista e não verbal, que chegou para o atendimento sem falar.

A criança demonstrava interesse pela música. Durante meses, o trabalho envolveu estímulos musicais e vocais, utilizando elementos que faziam parte do processo terapêutico.

O resultado apareceu de maneira inesperada durante as férias.

Cerca de dez dias depois de a criança viajar para visitar a família, Naor recebeu uma mensagem da mãe.

“Naor, o fulano está falando.”

A mãe enviou um áudio. No registro, o menino dizia que estava com saudade.

Para o musicoterapeuta, o episódio mostrou a importância do estímulo contínuo e também o impacto que pequenas conquistas podem ter na vida de uma criança e de sua família.

Ele conta que experiências semelhantes aconteceram posteriormente com outros pacientes, inclusive uma criança que apresentava dificuldades de comunicação e que, ao longo do acompanhamento, passou a falar e avançar também em atividades escolares.

Naor faz questão de destacar, porém, que cada pessoa possui seu próprio tempo.

“Todos eles vão falar rápido? Não. Vai de um dia para o outro? Não. Tem uns que demoram mais, outros demoram menos”, explica.

O objetivo, portanto, não é prometer resultados iguais para todos, mas oferecer estímulos adequados às necessidades de cada paciente.

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