O motorista João Henrique Campelo de Carvalho, de 21 anos, pode responder a uma pena de 12 a 30 anos de prisão pela morte do vigilante da Polícia Federal Luciano de Sousa Carvalho, de 45 anos. A vítima estava em uma motocicleta, a caminho do trabalho, quando foi atingida pelo acusado no dia 7 de março, na BR-343, em Teresina, de acordo com a Polícia Civil do Piauí.
João Henrique foi preso nesta quinta-feira (26) e indiciado por homicídio doloso qualificado, por omissão de socorro e por impossibilitar a defesa da vítima. Segundo a Polícia Civil, o jovem não possui carteira de habilitação e estava embriagado no dia do acidente. A prisão contou com parecer favorável do Ministério Público do Estado do Piauí.
ORDEM CRONOLÓGICA DOS FATOS
O delegado Carlos César, da Delegacia de Trânsito, esclareceu à Rede Meio Norte a cronologia dos fatos:
- João Henrique começou a ingerir bebidas alcoólicas no dia 6 de março, em uma vaquejada, e seguiu até a madrugada de sábado;
- Em seguida, foi comer uma panelada em outro bar, nas proximidades do balão do São Cristóvão, na zona Leste de Teresina, onde permaneceu até quase 5 horas;
- Depois, decidiu ir para casa, onde ficou por cerca de uma hora; no entanto, teria esquecido uma carteira no bar e decidiu retornar;
- Na BR-343, atingiu em cheio Luciano e fugiu. O crime foi registrado por câmera de monitoramento.
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De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o jovem estava em alta velocidade e era impossível não ver o vigilante na rodovia. João Henrique confessou que ingeriu bebidas alcoólicas.
É importante deixar isso bem claro: a delegacia, nesses casos mais graves, tem conseguido comprovar ao juízo que não se trata de acidente de trânsito culposo, não é um crime mais leve previsto no Código de Trânsito, mas sim homicídio doloso, qualificado por não ter oferecido à vítima nenhuma possibilidade de resistência, disse o delegado Carlos César.
JUSTIÇA FEITA
A prisão trouxe um sentimento de justiça para a família do vigilante Luciano, que deixou esposa e duas filhas.
Eu tenho a agradecer, sabe, pelo empenho da polícia, pelo empenho de vocês, que me ajudaram nesse momento difícil [...] Que esse rapaz possa cumprir pelo que fez, refletir na vida. Tenho até um recado para ele: a Justiça humana está sendo feita. Que ele pague pelo que fez e tenha uma conversa com Deus, porque a justiça divina ainda pode alcançá-lo, disse dona Camilla Karollyne, viúva de Luciano.