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Brasil quase teve um presidente piauiense, mas uma tragédia mudou a história - A MISSÃO PORTELLA

Natural de Valença do Piauí, Petrônio Portella teve papel decisivo na redemocratização e chegou a ser cotado para a Presidência - A MISSÃO PORTELLA

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A MISSÃO PORTELLA

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O piauiense chegou ao Senado Federal pela primeira vez em 1967, sendo presidente da Casa por duas vezes e liderando nacionalmente a Arena (partido governista) em 1973.

Mas foi em 1977 que Portella iniciou a chamada "Missão Portella" e passou a negociar, entre a linha dura militar e a oposição, os termos da transição para a democracia. A articulação é considerada um dos principais marcos do processo de abertura política e ajudou a viabilizar a redemocratização do país.

Para além de um cargo, o piauiense teve papel decisivo na articulação que levou ao fim do AI-5, o mais rígido dos Atos Institucionais da ditadura militar. Como ministro da Justiça, Portella emplacou:

  • Fim da censura;
  • Lei da Anistia (agosto de 1979), que beneficiou 4.650 pessoas, trazendo de volta exilados como Leonel Brizola, Miguel Arraes e Luís Carlos Prestes;
  •  Fim do bipartidarismo e reorganização partidária.

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