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Bolsonaro deve receber alta hospitalar nesta sexta-feira (27), diz médico

Ex-presidente apresenta boa evolução clínica, mas recuperação completa deve levar meses

Jair Bolsonaro em imagem de arquivo | Foto: EPA via BBC
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O ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta do hospital DF Star, em Brasília, nesta sexta-feira (27), informou a equipe médica. Apesar da liberação, os médicos estimam que a recuperação total deve levar de 90 dias a seis meses, prazo que pode ultrapassar o definido inicialmente pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, ao conceder o pedido de prisão domiciliar humanitária.

“O ambiente domiciliar é humanamente mais saudável, mas não menos importante os nossos cuidados. Talvez, até mais intensos. Nós já estamos preparados e também está em preparação pela família, porque a decisão foi bastante recente para que nós tivéssemos a redução de riscos em um ambiente residencial”, afirmou o cardiologista Brasil Caiado.

Evolução clínica e exames

Bolsonaro finaliza o ciclo de antibióticos nesta quinta-feira (26), como parte do tratamento da pneumonia causada por broncoaspiração. Ele realizou um raio-x para avaliação pulmonar, com resultados positivos, que deixaram os especialistas “tranquilos”, segundo o médico.

O ex-presidente relatou dores no ombro direito, possivelmente agravadas por quedas durante a prisão. Embora tenha sido indicada a realização de cirurgia, não há previsão de procedimentos neste momento.

Internação e histórico recente

Bolsonaro, que cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, foi levado ao DF Star na manhã de sexta-feira (13), após apresentar vômitos e calafrios. No mesmo dia, foi internado na UTI com diagnóstico de pneumonia. Durante o fim de semana, apresentou falhas na função renal.

Na última segunda-feira (23), após evolução clínica, ele deixou a UTI e foi transferido para um quarto, recebendo com satisfação a notícia sobre a prisão domiciliar, segundo o médico.

Bolsonaro voltará a cumprir prisão domiciliar - Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Prisão domiciliar humanitária

O ministro Alexandre de Moraes autorizou a prisão domiciliar temporária por 90 dias, em razão do estado de saúde de Bolsonaro. A decisão estabelece medidas que o ex-presidente deve cumprir na domiciliar. Entre elas:

  • A permanência integral no endereço residencial;
  • O uso obrigatório de tornozeleira eletrônica;
  • O monitoramento eletrônico com envio diário de relatórios ao Judiciário;
  • A proibição total de comunicação externa, incluindo celular, telefone ou contato por terceiros;
  • As restrições a visitas. 
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