No programa Jogo do Poder desta quarta-feira (1º de abril), a reação do prefeito de Teresina, Silvio Mendes à ação judicial da OAB sobre o transporte público de Teresina virou alvo de críticas contundentes dos comentaristas, após o presidente da entidade, Raimundo Júnior, lamentar o que classificou como deboche por parte do gestor.
Ao contextualizar o cenário, Amadeu Campos reforçou a deterioração histórica do sistema e destacou a justificativa da OAB para acionar a Justiça: “o que o presidente está dizendo é, todos os que deveriam resolver o problema, só dão desculpa para que o problema se perpetue”, afirmou, ao comparar o passado, com maior frota e sem subsídio com a realidade atual de menor oferta e maior custo ao poder público.
A comentarista Apoliana Oliveira criticou diretamente a postura do prefeito diante da crise. “não é a primeira vez que diante de problemas sérios o prefeito Silvio Mendes reage dessa form porém, está nas mãos dele, enquanto gestor público, a responsabilidade maior de buscar uma solução”, pontuou, destacando que a cobrança recai naturalmente sobre quem está no comando da administração municipal.
Amadeu Campos também questionou a postura política do prefeito, lembrando a expectativa criada na eleição. “não era essa a postura que os teresinenses esperavam de Silvio Mendes ao buscá-lo da aposentadoria”, disse, ao enfatizar que o prefeito foi eleito com ampla votação e respaldo popular justamente com a promessa de resolver problemas estruturais da cidade.
Na mesma linha, Ari Carvalho criticou a falta de ações concretas do Executivo. “eu não vejo uma iniciativa concreta do executivo para resolver o problema. Só frustração por parte do teresinense”, afirmou, citando que, até agora, houve apenas uma reunião efetiva sobre o tema e que soluções apresentadas não atendem à urgência da população.
Francy Teixeira ampliou a crítica ao histórico de promessas não cumpridas sobre o transporte público. “a impressão que dá é que a cidade está jogada às traças e nisso a população de Teresina sofre cada vez mais”, declarou, ao destacar que diferentes gestões falharam em apresentar soluções duradouras.
Por fim, Eliézer Rodrigues apontou que o problema vai além da quantidade de ônibus. “é um problema muito maior que nos deixa desesperançosos de realmente uma solução ampla”, disse, ao mencionar falhas estruturais como terminais, integração e organização do sistema, que seguem sem respostas efetivas.