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Fux vota e STF forma maioria para liberar pagamento de parte dos 'penduricalhos' de juízes e MP

Com placar de 6 a 0, Corte autoriza pagamento de verbas retroativas suspensas após análise de legalidade pelo CNJ

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  • STF autoriza pagamento de verbas indenizatórias retroativas a magistrados e membros do Ministério Público.
  • Decisão permite liberação de férias, licenças e plantões acumulados, desde que não tenham sido usados por necessidade do serviço.
  • Ministro Luiz Fux divergiu sobre limite monetário, defendendo pagamento integral de direitos adquiridos.
  • Julgamento segue aberto até terça-feira, com votos restantes ainda a serem apresentados.
  • CNJ deve atestar legalidade e regularidade dos repasses para autorização dos pagamentos.
Ministro do STF Luiz Fux | Foto: Victor Piemonte/STF
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O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para autorizar o pagamento de parte das chamadas verbas indenizatórias, conhecidas como "penduricalhos", destinadas a magistrados e integrantes do Ministério Público. Neste sábado (27), o ministro Luiz Fux acompanhou a maior parte do voto conjunto dos relatores, consolidando o placar de 6 a 0 no julgamento.

Com a decisão, ficam autorizados os pagamentos de verbas retroativas que estavam suspensas, desde que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ateste a legalidade e a regularidade dos repasses.

Maioria é formada no STF

O entendimento da maioria permite o pagamento em dinheiro de férias, licenças-prêmio e plantões judiciais acumulados antes da decisão do STF que estabeleceu novas regras para essas verbas, desde que esses períodos não tenham sido usufruídos por necessidade do serviço público.

Até o momento, votaram Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Edson Fachin e Luiz Fux. Ainda faltam os votos de Cármen Lúcia, André Mendonça, Nunes Marques e Dias Toffoli.

Sede do Supremo Tribunal Federal | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil 

O que muda com a decisão

Em março, o STF definiu critérios mais rígidos para o pagamento de verbas indenizatórias acima do teto constitucional.

Posteriormente, a Procuradoria-Geral da República e entidades recorreram da decisão, pedindo a revisão das regras e a retomada dos pagamentos suspensos.

Na sexta-feira (26), os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes apresentaram voto conjunto rejeitando a maior parte dos recursos, mas autorizando a liberação das verbas retroativas que haviam sido suspensas.

Entenda os penduricalhos

Os chamados "penduricalhos" são verbas indenizatórias pagas a integrantes do Judiciário e do Ministério Público que, em alguns casos, elevam os vencimentos acima do teto constitucional, atualmente fixado em R$ 46,3 mil, correspondente ao subsídio dos ministros do STF.

Fux diverge sobre limite dos pagamentos

Embora tenha acompanhado o voto dos relatores na maior parte dos pontos, Luiz Fux abriu divergência em relação ao limite proposto para o pagamento das indenizações.

Os relatores defendem que esses valores fiquem limitados a 35% da remuneração mensal do magistrado. Fux, por outro lado, votou para que não haja limite monetário, argumentando que férias, licenças e plantões acumulados por necessidade do serviço público constituem direitos adquiridos e devem ser pagos integralmente.

O ministro também defendeu a manutenção da validade das decisões do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) sobre a autorização ou vedação do pagamento dessas verbas, inclusive de forma retroativa.

O julgamento ocorre no plenário virtual do Supremo e segue aberto até terça-feira (30), quando os ministros restantes deverão apresentar seus votos.

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