SEÇÕES

Justiça nega pedido de prazo extra para alegações finais da defesa de Tatiana Medeiros

Magistrada do Piauí alegou isonomia processual ao indeferir pedido para alegações finais no caso de suposta compra de votos.

vereadora Tatiana Teixeira Medeiros (PSB) | Foto: Reprodução/MeioNews
Siga-nos no

A Justiça Eleitoral do Piauí negou o pedido da defesa da vereadora Tatiana Teixeira Medeiros (PSB) para a concessão de mais cinco dias de prazo para apresentação das alegações finais na ação penal eleitoral que investiga supostos crimes ocorridos durante as eleições municipais de 2024 em Teresina. A decisão foi disponibilizada na última quinta-feira (12), no Diário da Justiça Eletrônico.

O QUE DISSE A DEFESA?

Além dela, a defesa também representa os réus Odélia e Stênio. No pedido, os advogados alegaram a complexidade do caso e o fato de representarem três acusados na ação. No entanto, a magistrada entendeu que não há justificativa suficiente para a ampliação do prazo.

Os prazos processuais são estabelecidos em lei para garantir o andamento ordenado e célere do processo, bem como para assegurar a paridade de armas entre as partes, em estrita observância ao princípio da isonomia processual, previsto no art. 5º, caput, da Constituição Federal e no art. 7º do Código de Processo Civil, aplicável subsidiariamente.

No caso em tela, a concessão de um prazo suplementar a apenas uma das defesas constituiria um tratamento desigual e injustificado, violando diretamente a isonomia.

O documento também ressaltou que tanto o Ministério Público, que apresentou alegações contra nove réus, quanto a defesa de outro acusado, Alandilson Passos, que está preso, conseguiram cumprir o prazo legal estabelecido.

Se as demais, incluindo o órgão ministerial, que atuou em face de todos os denunciados, foram capazes de observar a determinação judicial, não há razão para se abrir uma exceção. A mera alegação de complexidade, sem a demonstração de um obstáculo concreto e intransponível, não configura justa causa para a prorrogação do prazo.

CASO TATIANA MEDEIROS

O processo tramita sob responsabilidade do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí, pelo fato de Tatiana ocupar mandato eletivo. A investigação apura a suposta participação de organização criminosa em sua campanha eleitoral, além da compra de votos.

Leia Mais
Tópicos
Carregue mais
Veja Também