SEÇÕES

Lula deixa promulgação de veto da dosimetria ao Congresso após revés

Prazo vence nesta quarta (6), e decisão caberá a Davi Alcolumbre

Ver Resumo
  • O presidente Lula decidiu viajar aos EUA sem promulgar veto ao projeto da dosimetria.
  • Prazo de 48 horas para promulgação se encerra na quarta-feira (6), responsabilidade passa a Davi Alcolumbre.
  • Veto presidencial foi derrubado pelo Congresso, com 49 votos no Senado e 318 na Câmara dos Deputados.
  • Nova legislação pode beneficiar condenados pelos atos de 8 de janeiro e ter efeitos sobre Jair Bolsonaro.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Siga-nos no

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu viajar aos Estados Unidos sem promulgar o veto ao projeto da dosimetria. A avaliação no Palácio do Planalto é deixar a formalização da medida a cargo do Congresso Nacional.

O prazo de 48 horas para a promulgação se encerra nesta quarta-feira (6). A partir disso, a responsabilidade passa ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), que terá mais 48 horas para concluir o ato.

Nesse caso, a promulgação pode ser feita por meio de um procedimento administrativo simples, sem necessidade de convocação de sessão conjunta do Congresso.

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Leitura política da decisão

Nos bastidores, interlocutores do governo afirmam que, diante do simbolismo do tema para o bolsonarismo, não faria sentido que Lula “carimbasse” a derrota ao sancionar a promulgação do veto derrubado.

O presidente havia vetado o projeto no aniversário de três anos dos atos de 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram atacadas em Brasília.

Derrubada do veto

O veto presidencial foi derrubado na semana passada pelo Congresso, com 49 votos no Senado e 318 na Câmara dos Deputados. O texto aprovado estabelece critérios e percentuais mínimos para cumprimento de pena e progressão de regime.

A nova legislação pode beneficiar condenados pelos atos de 8 de janeiro. Advogados de réus aguardam o início da vigência para pedir a revisão de penas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A norma também pode ter efeitos sobre a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ajustes no texto e reação

Antes da votação, Davi Alcolumbre considerou prejudicados trechos do projeto relacionados à progressão de regime, para evitar conflito com a Lei Antifacção. Esses pontos, portanto, não foram analisados.

Partidos como o PT ainda estudam a possibilidade de questionar a medida no STF.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também