Guaíba recua, mas Lagoa dos Patos sobe e avança no sul do Rio Grande do Sul

Pelotas e São Lourenço do Sul são as mais impactadas pela cheia. Nível da lagoa chegou a 2,75 metros

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População saiu de áreas que começaram a ficar alagadas em Pelotas | Foto: Lenise Slawski/RBS TV
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Segundo dados da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), o nível da Lagoa dos Patos aumentou 30 centímetros em um período de 48 horas, atingindo a marca de 2,75 metros na manhã desta quinta-feira (16). Esse aumento resultou no avanço da água sobre várias cidades do Sul do Rio Grande do Sul, especialmente Pelotas e São Lourenço do Sul. O nível mais alto registrado anteriormente pela lagoa foi de 2,88 metros, ocorrido em 1941. 

ÁGUA DO GUAÍBA ESCOANDO PARA A LAGOA

O aumento do nível da lagoa é resultado dos temporais que afetaram o Rio Grande do Sul há aproximadamente duas semanas. O nível do Guaíba, influenciado pelos rios que deságuam nele (Taquari, Caí, dos Sinos e Gravataí), está em declínio, e a água está escoando para a Lagoa dos Patos.

SITUAÇÃO EM OUTRAS ÁREAS

Em Pelotas, mais de 2 mil residentes precisaram ser deslocados de áreas consideradas de risco. Por motivos de segurança, o acesso à Praia do Laranjal foi fechado, uma medida que não havia sido tomada anteriormente.

No Canal São Gonçalo, que desemboca na lagoa, o nível da água alcançou 3 metros nesta quinta-feira. Segundo informações da prefeitura, a área portuária não foi inundada devido à presença de diques que impediram o avanço das águas.

Em São Lourenço do Sul, o nível da lagoa atingiu 2,7 metros, resultando no alagamento de várias ruas. Em algumas áreas, a água alcança a altura da cintura das pessoas, enquanto em outras chega até as janelas das casas. Cerca de 150 residentes foram deslocados de suas residências e agora estão recebendo assistência em abrigos providenciados pela prefeitura.

Mapa das áreas de risco divulgado pela prefeitura de Pelotas — Foto: Prefeitura de Pelotas/Divulgação 

SITUAÇÃO NO RIO GRANDE DO SUL

Conforme a Defesa Civil, o estado contabiliza 151 óbitos devido aos temporais e enchentes, com 104 pessoas ainda desaparecidas e 806 feridas. Além disso, no Rio Grande do Sul, há 617 mil deslocados, um contingente superior à população de oito capitais brasileiras.



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