Por trás da bomba gigante existe também a história de uma mulher que transformou o trabalho com salgados em parte de sua vida.
Célia mora atualmente apenas com suas cachorras. O marido morreu, assim como um dos filhos. O outro filho é casado e seguiu sua própria vida. Entre a rotina da casa e o trabalho, Dodóia continua preparando seus salgados e mantendo uma atividade que começou há muitos anos.
Além da bomba, ela também vende outros salgados, como coxinhas, baurus e outras opções, mantendo uma produção diversificada para os clientes.
A trajetória também envolve uma questão que incomoda Dodóia: a popularização de versões semelhantes à sua bomba gigante.
Ela faz questão de esclarecer que não inventou a massa da bomba. Segundo ela, a receita da massa tradicional já existia e é atribuída a Dona Marlene. O que Dodóia considera sua criação foi justamente o tamanho da versão que passou a vender em Teresina.
“Eu inventei o tamanho da bomba. A bomba geral é pequenininha, né? E essa gigante quem inventou fui eu aqui em Teresina.”
Com o passar dos anos, a ideia se espalhou. Hoje, segundo ela, é possível encontrar versões semelhantes em outros lugares.
A situação provoca sentimentos diferentes. Ao mesmo tempo em que reconhece que a ideia ganhou espaço, Dodóia admite ficar chateada ao perceber outras pessoas reproduzindo sua criação.
“Eu fico chateada porque tem pessoas que não têm criatividade, que sempre imitam.”