- Mecânico José Alves da Costa Filho se manifesta após sair da prisão e afirma cumprir todas as medidas cautelares.
- Ele nega ter descumprido a determinação de afastamento da ex-esposa e afirma que a defesa será feita judicialmente.
- José Alves informa ter iniciado o processo de divórcio e reforça que a vida deve ser conduzida dentro da legalidade.
- Acusado também esclarece que o processo envolvendo um policial não trata de tentativa de homicídio.
- Audiência de julgamento foi remarcada para 25 de setembro de 2026 após ausência de um convocado.
Escrito por Pedro Jackson
O mecânico José Alves da Costa Filho, acusado de agredir a ex-esposa Brígida Bianca, se manifestou publicamente pela primeira vez desde que deixou a prisão. Em nota, ele afirmou que cumpre todas as medidas cautelares impostas pela Justiça, negou ter descumprido a determinação de afastamento da vítima e declarou que pretende fazer sua defesa exclusivamente no processo judicial.
Segundo José Alves, ele nunca tentou utilizar a imprensa para se defender e acredita que os fatos devem ser analisados com base nas provas produzidas nos autos.
Respeito o trabalho da Justiça e nunca tentei fazer minha defesa por meio da imprensa. Sempre acreditei que os fatos devem ser analisados dentro do processo, com provas.
O acusado também afirmou que utiliza a tornozeleira eletrônica conforme determinação judicial e que o equipamento registra seus deslocamentos, demonstrando, segundo ele, o cumprimento das medidas impostas.
pedido de divórcio
Na manifestação, José Alves informou ainda que deu entrada no processo de divórcio logo após ser colocado em liberdade.
Segundo ele, a intenção é "seguir a vida dentro da legalidade e evitar qualquer conflito".
O mecânico também contestou informações divulgadas sobre outro processo envolvendo um policial, afirmando que a ação em andamento não trata de tentativa de homicídio.
Reconheço que responderei pelos fatos que a Justiça entender cabíveis, mas também não posso permanecer em silêncio diante de informações que considero distorcidas.
Ao final da nota, ele afirmou confiar no Poder Judiciário e disse que a verdade deve ser estabelecida durante o andamento do processo.
vEJA NOTA COMPLETA
Diante das informações que vêm sendo divulgadas sobre mim, sinto que preciso me manifestar.
Respeito o trabalho da Justiça e nunca tentei fazer minha defesa por meio da imprensa. Sempre acreditei que os fatos devem ser analisados dentro do processo, com provas, e é assim que continuarei agindo.
Desde que fui colocado em liberdade, cumpro rigorosamente todas as determinações judiciais. O monitoramento eletrônico e os registros do sistema demonstram que jamais descumpri a medida de afastamento ou tentei qualquer aproximação da minha ex-esposa. Sempre que a tornozeleira emite algum alerta, entro imediatamente em contato com a Central de Monitoramento para registrar a ocorrência e seguir todas as orientações.
Tenho mantido a tornozeleira justamente porque ela registra meus deslocamentos e comprova meu compromisso em cumprir as decisões judiciais. Inclusive, em diversas situações, os registros demonstram que permaneci dentro das determinações impostas pela Justiça.
Também esclareço que dei entrada no processo de divórcio assim que fui colocado em liberdade, porque meu objetivo sempre foi seguir minha vida dentro da legalidade e evitar qualquer conflito.
Faço questão de esclarecer ainda que quanto ao policial o processo em andamento não trata de tentativa de homicídio. Confio que a verdade será demonstrada no momento oportuno, por meio das provas produzidas nos autos.
Reconheço que responderei pelos fatos que a Justiça entender cabíveis, mas também não posso permanecer em silêncio diante de informações que considero distorcidas e que acabam influenciando a opinião pública antes mesmo do julgamento.
Tenho confiança no Poder Judiciário e respeito o devido processo legal. É nele, e não nas redes sociais ou na mídia, que a verdade deve prevalecer.
Momento em que mulher é agredida por mecânico em Teresina | Foto: Reprodução
Relembre o caso
José Alves da Costa Filho foi preso no dia 3 de maio de 2026, suspeito de agredir Brígida Bianca dentro de um estabelecimento comercial da vítima, no bairro Dirceu, zona Sudeste de Teresina.
Segundo Brígida, o casal havia saído para preparar o imóvel onde funcionaria sua imobiliária quando o mecânico teria iniciado as agressões após uma discussão. Ela afirmou ter recebido socos no rosto, caído ao chão e batido a cabeça.
Na época, Brígida também relatou que os filhos do casal presenciaram a situação e pediam para que o pai interrompesse as agressões. Ainda segundo a vítima, o acusado fez ameaças caso ela o denunciasse.
Réu responde em liberdade
Em 18 de junho, a Justiça revogou a prisão preventiva do mecânico. O Ministério Público do Piauí recorreu da decisão e pediu o restabelecimento da prisão, mas José Alves segue respondendo ao processo em liberdade, mediante cumprimento de medidas cautelares.
Entre as determinações estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de se aproximar da vítima, o comparecimento periódico à Justiça e a proibição de deixar a comarca sem autorização judicial.
A Justiça do Piauí remarcou para o dia 25 de setembro de 2026 a audiência de instrução e julgamento do mecânico.
A audiência estava inicialmente marcada para esta quinta-feira (31), mas foi adiada após a ausência de um dos convocados, segundo informou a família da vítima.