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PCC: Chega a 6 o número de presos acusados de mortes e roubos na zona Sudeste de Teresina

José Evandro, apontado como líder da célula e 'disciplina', é um dos seis presos acusados de mortes e roubos na zona Sudeste de Teresina.

Maxwuel Madson Almeida de Amorim. | Foto: Arquivo
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Preso na manhã desta terça-feira (10), Maxwuel Madson Almeida de Amorim seria integrante de uma célula da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), atuante na zona Sudeste de Teresina. Com ele, a polícia já soma seis homens capturados, acusados de mortes e roubos na região.

QUEM SÃO OS PRESOS?

Três foram presos pelo Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI), em agosto de 2025:

  • Herverton Vinícius de Sousa Araújo;

  • Kaio Guilherme;

  • Paulo Victo Soares Carvalho, o ‘Boladão’;

Já em 2026, até o momento, há mais três presos:

  • Jefferson William, “Oião” — preso em 6 de janeiro, também pelo BEPI;

  • José Evandro da Silva Filho, “Negão Evandro” — preso nessa segunda-feira (9), no Parque Naylândia, no bairro Itararé, zona Sudeste de Teresina.

Maxwuel Madson Almeida de Amorim foi preso na manhã desta terça-feira (10) pelo Departamento de Combate a Roubos e Furtos de Veículos (DRFV). Ele é considerado de alta periculosidade e apontado como especialista em roubos de veículos pela polícia.

ATUAÇÃO

Em entrevista ao MeioNews, o coronel James Sean, comandante de Operações Policiais, informou que José Evandro é apontado como líder da célula e atuava como “disciplina”, pessoa que determina punições, até mesmo a morte, a outros membros.

O que é disciplina para que a população entenda: é matar gente, matar rivais. É um indivíduo perigoso, um indivíduo que de fato ao deixar esse convívio social certamente para a região do grande Dirceu onde era sua maior atuação vai trazer, de certa forma, uma paz para aquela região.

O DHPP continua acompanhando as suas investigações, muito dos inquéritos já foram concluídos, emitidos na justiça. É tanto que o Evandro possuía três mandatos, agora vai estar atrás das grades aguardando de fato a sua condenação para que ele seja segregado da convivência social.

Assassinato de Diogo Pereira Sousa

Diogo Pereira Sousa foi morto com pelo menos 17 disparos de arma de fogo dentro da própria residência, no bairro Dirceu, zona Sudeste de Teresina. O crime ocorreu em 31 de julho de 2025. Na ocasião, moradores relataram que ao menos seis homens armados invadiram o imóvel. Eles teriam chegado ao local em motocicletas.

Local onde o crime ocorreu./Foto: Ivan Lima.

Morte de Kaio Eduardo de Sousa

Kaio Eduardo de Sousa foi assassinado a tiros em 24 de agosto de 2025, no Parque Lúcio, região do Dirceu II, zona Sudeste da capital. O homicídio foi registrado no cruzamento das ruas Alonso de Carvalho e São Caetano.

Local onde Kaio Eduardo foi morto./Foto: Ivan Lima.À época, o coronel Alves, do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI), afirmou que a morte de Kaio seria uma represália ao homicídio de Pedro Gustavo Pereira, de 20 anos, morto no dia 16 de agosto durante um baile de reggae na Vila Mandacaru. A morte de Pedro envolve disputa entre as facções Bonde dos 40 e PCC.

CASO DO BAILE DE REGGAE

Segundo o delegado Bruno Ursulino (DHPP), integrantes do PCC estavam em um baile de reggae e, ao saírem, foram atacados na região da Avenida dos Ipês. Quatro homens foram baleados, no entanto, Pedro Gustavo, conhecido como “Coiote”, morreu. 

Os outros três foram socorridos e apenas um não tinha envolvimento com o crime. Posteriormente, os envolvidos teriam iniciado a planejar a retaliação.

"Um dos envolvidos nessa situação que foi atingido na Vila Mandacaru com disparo de Armas de Fogo, foi preso em flagrante no dia 26 de agosto. Então assim, menos de 7 dias após esse crime e aí portando arma de fogo e logo após efetuar a morte do indivíduo Kaio Eduardo, na região sudeste" , disse o delegado.

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