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- Jorge Messias estudou no Instituto Dom Barreto em Teresina, Piauí.
- Ele foi indicado para o STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias com 42 votos contrários e 34 favoráveis.
- A decisão é considerada uma derrota política para o governo federal e ampliou a tensão entre Palácio do Planalto e Congresso Nacional.
Uma foto enviada ao Meio News revelou parte da trajetória escolar de Jorge Messias no Piauí. O registro mostra o atual advogado-geral da União (AGU) ainda na educação básica, quando estudava no Instituto Dom Barreto, em Teresina. A imagem ganhou repercussão após a participação dele em sabatina no Senado e a posterior rejeição de sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Nascido em Pernambuco, Jorge Messias construiu parte significativa da vida no Piauí, onde cursou a educação básica. Durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), realizada na quarta-feira (29), ele destacou a importância do estado em sua formação pessoal e educacional.
VEJA A FOTO ABAIXO:
Declaração reforça vínculo com o Piauí
Ao ser questionado pelos senadores, Messias fez questão de mencionar sua ligação com o estado. Em sua fala, ele ressaltou o papel do Piauí em sua trajetória:
“Venho de dois estados, porque tenho orgulho de ter nascido em Pernambuco, mas tido a minha vida escolar no Piauí, no estado do senador Marcelo Castro e do senador Wellington Dias. Estado que me acolheu com muito carinho. Esse estado me deu régua e compasso, foi onde tive minha vida escolar. Meus pais eram humildes, mas nunca deixaram de investir na educação”, declarou.
A fala repercutiu especialmente entre piauienses, ao reforçar o vínculo do advogado com o estado onde estudou.
VEJA A FALA DE JORGE MESSIAS:
Senado rejeita indicação ao STF
Apesar da aprovação na CCJ, o nome de Jorge Messias foi rejeitado pelo plenário do Senado Federal no mesmo dia. A votação terminou com 42 votos contrários e 34 favoráveis, em decisão secreta. Para ser aprovado, o indicado precisava de pelo menos 41 votos, maioria absoluta entre os 81 senadores.
A rejeição marca um fato histórico: foi a primeira vez, desde 1894, que o Senado recusou uma indicação presidencial para o STF. Messias havia sido indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que deixou o cargo.
Derrota amplia tensão política
A decisão do Senado é considerada uma derrota política para o governo federal e ampliou a tensão entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional. A indicação de Messias estava em análise há mais de cinco meses e enfrentava resistência de setores da oposição.
Nos bastidores, aliados do governo atribuem o resultado a articulações políticas dentro do Senado, incluindo movimentações lideradas pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre.
Com a rejeição, o presidente Lula terá que indicar um novo nome para o STF, que também precisará passar por sabatina e aprovação no Senado.
Trajetória inclui ligação com o Piauí
Antes da indicação, Jorge Messias já ocupava o cargo de advogado-geral da União e foi o terceiro nome indicado ao STF no atual mandato presidencial, após Cristiano Zanin e Flávio Dino, que tiveram aprovação confirmada.
A foto que resgata sua passagem pelo Instituto Dom Barreto reforça a ligação do advogado com o Piauí, estado que, segundo ele próprio destacou, foi fundamental em sua formação educacional e pessoal.
A imagem também evidencia um período anterior à carreira jurídica e política, mostrando parte da história construída antes de chegar aos principais cargos do governo federal.