- Justiça do Piauí julgará recurso de Douglas Fonseca contra bloqueio de R$ 1,4 milhão em ativos.
- Thompson Cavalcante alega ter sido vítima de fraude e esquema de pirâmide envolvendo DF Group.
- Recurso apresentado por Douglas após decisão de 11 de junho que determinou bloqueio de bens.
- DF Group investigada por atrair investidores com promessa de rendimentos e deixar de pagar.
- Operação deflagrada em julho resultou em prisões, busca e bloqueio de contas da empresa.
A Justiça do Piauí vai julgar o recurso do trader e empresário Douglas Fonseca Araújo, CEO da DF Group, que contesta o bloqueio de R$ 1,4 milhão em ativos financeiros e a indisponibilidade de bens determinada em um processo movido por outro empresário, Thompson Cavalcante, que alega ter sido vítima de fraude eletrônica e de um suposto esquema de pirâmide envolvendo a empresa de Douglas.
O julgamento está previsto para ocorrer nesta sexta-feira (4) e refere-se a um recurso apresentado por Douglas Fonseca após a decisão no dia 11 de junho. Thompson relata ter sido atraído a realizar aportes financeiros na DF Group. Conforme ele, os repasses foram interrompidos sem justificativa em abril deste ano.
Ele acionou a Justiça pedindo:
- A nulidade de três contratos firmados com a DF Trader e a restituição do aporte inicial de R$ 800 mil;
- O pagamento de lucros cessantes estimados em R$ 510 mil;
- Indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil.
Somados e corrigidos, os valores totalizam o bloqueio de R$ 1,4 milhão deferido pelo magistrado. No recurso, a defesa de Douglas Fonseca alega que a decisão impede a empresa de realizar movimentações financeiras necessárias para ressarcir as vítimas.
Ainda na semana passada, conforme apurado pelo repórter Denis Constantino, Douglas iniciaria o ressarcimento dos clientes lesados. Porém, até o momento, não houve qualquer resposta ou pagamento por parte da empresa.
O CASO
Douglas e mais dez pessoas são investigados por atrair investidores com a promessa de rendimentos de até 10% ao mês. No entanto, os pagamentos deixaram de ser realizados, levando centenas de clientes a denunciar o caso.
Até o momento, mais de 500 vítimas formalizaram denúncias à Polícia Civil e à Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (SUDECON). Segundo as investigações, a DF Group movimentou cerca de R$ 100 milhões em apenas dois anos.
Uma operação foi deflagrada no dia 10 de julho deste ano contra a empresa. Foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão, além de bloqueios de contas e apreensões de veículos. A DF Group teve as atividades suspensas.